“A soberania Portuguesa subalternizada pela Angola ou seja, pelo MPLA”

A tolerância que se vê na política Angolana e pela representação de partidos políticos no estrangeiro, são suspeitas de subordinação e que podem ser consideradas graves incidentes políticos no século XXI.

Portugal falhou com Angola desde o momento que decidiu transferir o poder de Lisboa para Luanda em 1974. Portugal falha ao constituir arguido o ex Vice Presidente Manuel Domingos Vicente e não poder prosseguir com o processo.

Portugal voltou a falhar mas de forma mais baixo em se subordinar ao Executivo dirigido pelo João Lourenço. A justiça Portuguesa decidiu ontem fazer a entrega do processo jurídico que envolve o ex Vice Presidente da República em sede do executivo de José Eduardo dos Santos para Angola, alegadamente por razões de nacionalidade.

Mas que está errado é a violação clara da lei dos crimes internacionais pelas razões abaixo mencionadas. Os crimes de corrupção, suborno cometidos fora do país de origem de qualquer cidadão que as prática, não podem ser evocados no âmbito da imunidade de Presidente da República e muito menos de Vice Presidente.

O agravante é que crimes devem ser julgados no momento em que foram cometidos, no momento do crime, para se ver a lei que estava em vigor na altura em que o agente cometeu o crime. Os crimes que pesam sobre o ex Vice PR foram cometidos na altura em que exercia o cargo de PCA da Sonangol, não se podia evocar o facto posterior dele vir a ser Vice PR como se isso fosse um crime que ficou beneficiado pelo estatuto que ele adquiriu.

Portanto o novo estatuto não deveria ter efeitos favoráveis para ele em relação o crime que cometeu antes de ter o cargo, e estas situações em direito penal não constam. Portugal mostrou que é um país muito fraco, o Executivo liderado pelo primeiro Ministro de Portugal mostrou que está sob tutela de Angola (MPLA), significa que Angola é que está neste momento a subalternazar a soberania portuguesa.

Se Angola tivesse esse problema com a França, Inglaterra Alemanha ou EUA, o tratamento seria diferente e Angola teria uma postura diferente. A questão concreta é que por este acto o João Lourenço enquanto PR deixou cair a máxima, mostrou claramente que não é diferente e pode vir a ser pior que o ex PR José Eduardo dos Santo, estou a crer que agenda do atual PR em querer ter ocupação total do poder, e quer fazê-lo correndo mesmo já com o José Eduardo.

Os discursos de combate a corrupção foram apenas um bilingue, uma peneira para enganar os angolanos e ganhar a popularidade para depois tentar descartar o José Eduardo. A agenda do PR parece ser igual ou pior que a do ex PR JES, e vejo que o país com as medidas que estão a ser tomadas poderá regredir.

Não se pode conceber que alguêm esteja a lutar contra a corrupção e depois crie um incidente internacional em defesa de um corrupto!

A oposição através das suas relações e representações internacionais não devia aceitar que a justiça Portuguesa viola-se com as leis de crime internacionais em transferir o processo do ex Vice PR, era preciso causar desconexão e exigir o cumprimento da legalidade das leis de crimes cometidos no estrangeiro, e se fosse possível fazer um filme, uma campanha em apoio da justiça Portuguesa que não se fez.

A oposição política Angolana falhou, mas dando um recado ruim sobre o futuro e políticas que realmente querem para Angola.

Nós os angolanos queremos a honra de ser respeitados a troco do mesmo respeito que nutrimos de quem nos governa.

António Dembo

Luanda, Angola

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