Pensem sim, nas Carreiras Profissionais do Privado.

Segundo o que reconheceu o ministro das Finanças, Mário Centeno, há muito a fazer nas carreiras da Administração Pública, que, de qualquer forma devem atender aos recursos económicos do país isto num encontro da Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas INA a acontecer hoje em Lisboa.

Houve já medidas tomadas como o descongelamento das carreiras, sendo certo que o trabalho "não está completo", e por isso “Prevemos que muito ainda há para fazer, muito que tem de ser feito com passos sólidos e investimentos estratégicos e articulados, sempre compatíveis com os recursos do país", pois , "se se puser esta última condição em causa, não se conseguirá o progresso desejável" já que não é possível ignorar a Sustentabilidade que aliás e segundo Centeno "a sustentabilidade não é uma ideia tecnocrata", sendo sim , "... um compromisso responsável com o futuro pois diz respeito às opções que garantem a permanência dos sistemas nos patamares de qualidade que desejamos".

Para Mário Centeno a sustentabilidade é "um tema crítico", recordando que "a despesa pública representa cerca de 40% do PIB em emprego, organização e produção de serviços e bens (a despesa primária, sem juros)", pelo que se impõe, assim, “.., discutir quais as condições que devemos criar para gerir os trabalhadores da Administração Pública, pois influencia os seus comportamentos, atitudes e desempenho e, em consequência, a forma como os serviços públicos atuam e geram confiança nos cidadãos e empresas”.

Este evento do INA insere-se num ciclo de encontros denominado 'Construir Hoje a Administração Pública do Futuro' que pretende debater a Administração Pública.

Teria este sido um ótimo momento para recordar s degradação das carreiras profissionais no setor privado em consequência da destruição do tecido regulamentar criado pelos ora destruídos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho no âmbito de uma balofa e suicidaria concertacao social bloqueadora da negociação coletiva de trabalho ao enjeitar o princípio da OIT da parte mais frágil que é na economia o trabalhador e que o governo teima em ignorar seguindo as teses surreais da UGT.

Joffre Justino

Foto de destaque: ubuntugraphy - Visual Hunt / CC BY

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