CPLP, uma nova identidade?

Cabo Verde sucede ao Brasil na presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na próxima conferência da organização, a 17 e 18 de Julho que se realizará na Ilha do Sal.

Por tal o chefe de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, entendeu dizer em conferência de imprensa que a presidência da comunidade lusófona (CPLP), que este país vai assumir, terá de originar avanços no domínio da mobilidade, no seu seio tema também bem caro ao Movimento CPLP com Cidadania como é sabido pelos que acompanham este grupo de Cidadãos da CPLP.

Como Cabo Verde sucede a um Brasil em crise nesta presidência da CPLP, e que por consequência da crise nada fez, (culpa da própria CPLP que apoiou o golpe fascizante de Temer), o Chefe de Estado de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca afirmou que a CPLP deve “pôr ênfase a um conjunto de temas … dar uma grande ênfase à questão da mobilidade”, sendo que o ganho a obter “tem que se traduzir em avanços no domínio da mobilidade, mesmo que seja uma mobilidade clara, por segmentos”, frisou, e que se devem refletir na mobilidade no mínimo de escritores, artistas, agentes e bens culturais, agentes económicos, empresários, estudantes, segmentos em que o presidente cabo-verdiano quer “avanços e conquistas claras”, mesmo sabendo que o que Cabo Verde pretende pode não ter a adesão de todos os Estados membros, ”...o que se pretende é...uma declaração que se ajuste aos graus de adesão de cada país em relação à mobilidade, de forma a que cada país possa em cada período aderir a propostas de mobilidade mais ou menos avançadas”, solução casuística mas, quem sabe, acionadora de futuro movimentos em prol da Livre Circulação de Pessoas na CPLP.

Cabo Verde deseja ainda “avanços no domínio da cooperação económica e empresarial, dar ênfase à economia do mar, a economia marítima, que tem a ver com os oceanos, com a economia azul”, assim como com o que tenha a ver com a cultura, tecnologia e inovação.

Para este Chefe de Estado enfatizando, “o que nós pretendemos que seja traduzido na presidência cabo-verdiana: uma CPLP mais dinâmica, mais mobilidade de pessoas, de agentes económicos, mais ênfase na problemática dos oceanos, uma preocupação com a difusão da língua portuguesa, uma solução mais eficiente para o IILP”, o Instituto Internacional de Língua Portuguesa, entidade na verdade burocratizada, adormecida por entre diplomatas de carreira verdadeiramente inoperacionais.

Esta Presidência será assumida durante a XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, com o lema “Cultura, Pessoas e Oceanos”, c decorrerá como habitualmente num período de dois anos.

Para além de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste os atuais Estados-membros da CPLP também a Itália, o Reino Unido, a França, o Luxemburgo e Andorra pediram para integrar como Observadores a Comunidade, o que se tem aspetos positivos pode vir a gerar o desaparecimento da mesma esvaziada por tanto não de expressão portuguesa entre os seus Observadores.

Portugal vai ser também o próximo secretário-executivo da organização Cabo Verde sucede ao Brasil na presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), posição que será assumida também na próxima conferência da organização, que se realiza nos dias 17 e 18 deste mês, na ilha do Sal e indicou o seu atual embaixador em Roma, Francisco Ribeiro Telles, que assumirá o cargo em janeiro de 2019 como o próximo secretário executivo, ao abrigo do acordo feito com São Tomé na cimeira de 2016 pois nessa altura foi decidido dividir entre os dois países o mandato de quatro anos daquele dirigente da CPLP..

A Organização dos Estados Ibero-Americanos, OEI, também deverá ser admitida com o Observadora, juntando-se assim aos 10 países com esse mesmo estatuto que a CPLP reúne sendo que até a Sérvia e o Chile pediram o ingresso na Comunidade, embora se admita que não entrem para já.

A justificação para o pedido de adesão tem sido a existência de expressivas comunidades falantes de português e o seu contributo para a vida económica e cultural desse país.

Esta sequencia de entradas na CPLP continua na verdade a desvirtuar o seu objetivo inicial e a permitir uma politica de fingir atividade que em nada resulta de efetivo e neste contexto o Movimento CPLP com Cidadania contatado para opinar sobre o tema reafirmou que o essencial é a falta de Cidadania no seio de uma CPLP burocratizada dominada por diplomatas de carreira que nem gostam da mesma e a anulam sempre e como podem.

 

Joffre Justino

 

Foto de destaque: mdic.gov.br on VisualHunt / CC BY-SA

 

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