"Instituiu-se que a CGTP não tem propostas. Isso é falso. Eu penso que a central sindical, enfim, devo muito respeito aos atuais dirigentes, porque fui dirigente daquela central durante muito tempo, mas têm propostas e têm propostas que servem aos trabalhadores e, na minha opinião, era importante que se trouxessem a público, a conhecimento de todos, para se acabar com essa lenga-lenga de que os sindicatos não têm propostas", afirma Manuel Carvalho da Silva.
Para o antigo líder da central sindical, "a CGTP, como todas as forças sociais, económicas e políticas democráticas, não pode permitir que o Governo discrimine uma central sindical, porque não lhe agradam as propostas que a central sindical tem".
"Em democracia, não é permitido isto, não é permitido o Governo manipular a concertação social e fazer de uma reunião no gabinete da ministra com as confederações patronais, uma encenação de que está a fazer concertação social. Em democracia, os membros de um órgão têm todos os mesmos direitos. Não podem ser discriminados porque têm propostas que desagradam. É preciso que isto fique absolutamente claro", considera.
Por isso, Manuel Carvalho da Silva deixa um desafio à outra central sindical, com quem o Governo tem mantido diálogo,
"É forçosamente necessário vincar muito esse ponto e que a UGT também tenha isso em consideração na sua postura."
Nós defendemos que este abuso ilegal da existência de varios parceiros com projetos diversos é enriquecedor da democracia economica e so dá para lamentar que do lado patronsl subsista uma feia unicidade