A Agência Nacional Anti Corrupção e a Procuradoria Especializada Anti Corrupção (SAP) disseram através de comunicado que estas operações sao parte de uma investigação "em curso" acrescentando que os detalhes vão ser "divulgados em breve".

Andriy Yermak está a ser investigado no âmbito de um esquema de corrupção envolvendo a empresa estatal Energoatom, responsável pela energia nuclear no país.

A referida agência ucraniana anticorrupção revelou, na segunda-feira, que alguns dos aliados mais próximos de Zelensky estão envolvidos num esquema de corrupção que foi capaz de desviar cerca de 100 milhões de dólares, do setor energético da Ucrânia.  

Este escandalo  já levou a ministra da Energia, Svitlana Grinchuk, e o ministro da Justiça, German Galushchenko, a apresentarem a demissão esta quarta-feira.

Note-se que  o governo de Zelensky tem afirmado ter gasto dezenas de milhões de euros para proteger as suas infraestruturas energéticas contra drones e mísseis e para combater a corrupção, este último um dos passos centrais para a adesão.

O presidente ucraniano ja afirmou que “qualquer ação eficaz contra a corrupção é extremamente necessária”.

O Gabinete Nacional Anticorrupção e a Procuradoria Especial Anticorrupção desmantelaram uma alegada organização criminosa composta por funcionários atuais e antigos do setor energético, um empresário de renome, ministros do governo e um ex-vice-primeiro-ministro.  

A investigação, que durou 15 meses, foi denominada como Operação Midas e envolveu mais de mil horas de escutas telefónicas antes das buscas que originaram a apreensão de vários sacos de dinheiro e a detenção de cinco dos sete suspeitos de fazerem parte do esquema.