A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) quer que o Chega explique as duas transferências de 10 mil euros vindas da conta de um português que vive nos EUA.

A TVI

Já César do Paço, que já foi notícia por ter sido o maior financiador privado do Chega nos primeiros anos do partido, insiste  que a segunda transferência foi feita pela mulher.

O milionário português, natural da Madalena, ilha do Pico, fez fortuna nos EUA com um negócio de suplementos alimentares.

Se por lá é conhecido por fazer doações às forças policiais e levar a cabo várias ações de solidariedade em Portugal é conhecido por outras razões.

Em 2021 a Sic noticiou que o emigrante açoriano, entre 1994 e 2002, “foi contumaz à justiça portuguesa”, ou seja, foi acusado do crime de furto qualificado e fuga mas o pedido de prisão efetiva nunca foi sequer concretizado devido ao facto de as autoridades portuguesas não o encontrarem até o caso prescrever, algo que está escrito em Diário da República, numa publicação feita pelo Tribunal da Comarca de Lagos, que remonta a 2002.

Incrivel a sorte dos fascistas, nso é?

O empresário, nomeado pelo governo como cônsul honorário de Portugal na Florida, entre 2014 e 2020, ah o passospórtismo e nao so (!) desconhecia o processo e que o seu paradeiro nunca foi ocultado às autoridades.

A Sic disse entao  que “a vida publicada de César do Paço poderia ser fruto da imaginação do protagonista”, entre os quais os doutoramentos que exibe com orgulho, tirados alegadamente em Harvard e Oxford, mas que ambas as universidades negaram ter registo.

Em 2023, César do Paço voltou a ser notícia por cá, depois da representação da sua empresa em Portugal ter sido alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária, apesar de, até hoje, não ser público o desenvolvimento do caso.

Segundo a TVI, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos analisou a lista final de donativos entregues pelo Chega para 2020 e só  encontrou referência a uma transferência do milionário luso-americano - em novembro - sem qualquer indicação sobre a segunda.

Perante isso, enviou um relatório ao Chega a pedir justificações e recordando que “as duas transferências listadas” pelo MP “violam o limite anual por doador.

Segundo a Sic no pedido de explicações a entidade acrescenta que, o Chega não entregou os extratos bancários de setembro a novembro, da conta onde estariam, segundo o MP, os registos dos donativos da conta bancária de César do Paço.

O Chega já justificou a situação com uma “indisponibilidade temporária de alguns extratos no momento de preparação das contas de 2020, mas garante que foram, posteriormente, entregues de forma “completa e atualizada”.

Sempre a correr atras da mentirola…

Já César do Paço admitiu que saíram duas vezes 10 mil euros da sua conta para o Chega mas explicou que um dos donativos não é seu, é da mulher, Deanna Padovani-De Paço, com quem tem uma conta conjunta, o que, alega, cumpre os limites legais.

Uau!

Santa esposa!