"Luís Montenegro tem muitas respostas a dar ao país", começou por dizer José Luís Carneiro. "Agora, não foi o PS que veio dizer, nem o primeiro-ministro pode culpar os partidos da oposição. É mesmo o relatório independente, que foi pedido pelo Presidente da República, que vem dizer que houve descoordenação grave no modo como o Governo respondeu às tempestades que se abateram sobre o país entre janeiro e fevereiro deste ano."

"Vem mostrar que o Governo não teve capacidade de resposta, chegou tarde, a resposta foi insuficiente, foi incompetente. Mostra aquilo que eu considero ser uma insensibilidade, uma incompetência, que caracterizam um Governo desmazelado", atirou.

José Luís Carneiro quanto ao apagão que afetou o país a 28 de abril de 2025, disse que já mostrara que o Governo tinha tido falhas na resposta.

Para o  secretário-geral socialista o Executivo tem de "deixar de ser insensível" e precisa de "ouvir a oposição".

O líder do PS fez ainda questão de comentar a nomeação de Paulo Viegas Nunes para a liderança do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), anunciada esta sexta-feira.

"O SIRESP é uma das mais importantes infraestruturas de comunicação.Quando saímos do Governo, ficou na pasta de transição tudo o que devia ter sido feito para garantir essa transição tecnológica. Tudo preparado pelo general Viegas Nunes", garante José Luís Carneiro.

"Durante dois anos, a mais importante infraestrutura de comunicações do Estado esteve sem presidente. Qual foi a notícia que nós soubemos ontem? Que o Governo foi buscar, ao fim de dois anos, o general Viegas Nunes para voltar a assumir a presidência da SIRESP. Durante dois anos, o Governo prejudicou o interesse estratégico e crítico do país", critica.

Segundo José Luís Carneiro o Governo de Luís Montenegro é  "o mais ideológico de sempre", a preferir apostar em medidas como a lei da nacionalidade, em vez de "resolver os problemas das pessoas".