Este Poeta com varios amores vividos, bissexuais, e que morre em enorme miseria nos braços de quem o terá sustentado esmolando nas ruas desta imperial capital - Lisboa - o dito escravo Jau o javanês com quem Camoes viveu os ultimos dias
Luís Vaz de Camões terá morrido em Lisboa a 10 de junho de 1580, pobre que nem Jó e numa solidão so superado pela companhia de Jau, num quarto perto da Igreja de Sant'Ana. Camões terá morrido vítima da peste que assolava a cidade, e descrente dada a perda da independência de Portugal.
Debilitado pela peste e por febres intensas, o autor de Os Lusíadas acabou por ser transportado para um hospital, onde morreu acompanhado apenas pelo seu fiel servo e amante javanês Jau.
A sua extrema miséria levou-o a um funeral muito modesto e pago pela Companhia dos Cortesão com o seu corpo depositado numa cova rasa no cemitério do Convento de Santana.
Hoje, os restos mortais que se crê serem de Camões encontram-se num túmulo no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa por imposição Republicana.
Ora neste 10 de junho 500 anos depois a miseria continua e o catolico Armindo Monteiro, da Cip, diz que em Portugal "confundem-se causas com problemas". "Facilmente começamos por dizer que um salário baixo é uma dificuldade, porque não cobre as necessidades essenciais", mas "quem paga um salário não pode ter em linha de conta esta questão", disse.
Ora o pib per capita $22.479 ano acompanha em Portugal, o consumo individual real per capita (que mede o bem-estar material das famílias) em cerca de 85% a 86% da média da União Europeia e em termos nominais, o PIB per capita ronda os 28.000€ a 29.000€, o que equivale a aproximadamente 81% da média europeia.
Para o lider da Cip “Qualquer pessoa que paga um salário em Portugal paga em função daquilo que tem de retorno".
Mas se nos lembrarmos dos 30% de economia paralela em Portugal entendemos que ela existe para reforçar o argumento dos baixos salarios lusos!
Camões diria que alguém esqueceu o seu poema,
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.