O secretário-geral da ONU, António Guterres, no seu último discurso antes do término de seu mandato, alertou que o futuro do mundo seria moldado por quatro desafios: inteligência artificial, mudanças climáticas, guerras e desigualdade.
“Em todos os quatro testes, a questão decisiva é o poder. Poder sobre a força, o dinheiro, a energia, a tecnologia, as regras e o futuro. É por isso que a Carta da ONU – e o trabalho das Nações Unidas – importam mais do que nunca”, disse Guterres.
Os discursos variaram desde apelos à reforma da ONU até pedidos de respeito ao direito internacional, uma vez que o organismo global tem sido enfraquecido pela política externa unilateral defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Aqui estão os principais pontos a serem destacados da cimeira deste ano:
Palestina
A situação na Palestina foi uma questão fundamental entre os membros, dada guerra genocida em curso de Israel contra Gaza, apesar do chamado "cessar-fogo" e da escalada dos pogroms de colonos na Cisjordânia ocupada.
França, Canadá, Iraque, Reino Unido e outros países defenderam a soberania palestina em seus discursos.
“Que credibilidade temos se continuarmos inativos diante de Gaza?”, questionou o presidente francês Emmanuel Macron em seu discurso.
“Alguns se vangloriam de uma suposta paz, mas essa paz não reabriu as rotas humanitárias nem por um segundo”, disse ele, acrescentando: “Devemos ficar de braços cruzados assistindo a esse espetáculo que nos envergonha a todos?”
Macron, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham, seu homólogo canadiano Mark Carney e o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, presidiram uma reunião na Assembleia Geral da ONU sobre a criação de um Estado palestino, que está sendo ativamente minada por Israel.
O governo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu acelerou a construção de assentamentos ilegais e concedeu impunidade aos colonos no território ocupado.
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Ao mesmo tempo, o Conselho de Paz inventado e liderado pelos EUA apresentou um plano de reconstrução com 66 projetos e uma proposta de financiamento de US$ 2,4 biliões para a Faixa de Gaza, à margem da Assembleia Geral da ONU e claro este plano do referido conselho exclui a agência da ONU para refugiados palestinos ( UNRWA ), alegando que ela não tem papel no futuro de Gaza.
A decisão foi descrita pelo analista político e dramaturgo palestino Ahmed Najar à Al Jazeera como alinhada aos esforços israelitas para “marginalizar e, em última instância, desmantelar a agência, removendo-a não apenas do presente de Gaza, mas também do seu futuro”.
Dezenas de delegados deixaram o salão em protesto enquanto Netanyahu discursava, declarando que as forças israelitas continuariam s lutanr contra o Hamas e o Irão.
Trump no seu discurso, acentuou que, enquanto outros falavam de paz, ele "construía a paz".
Trump defendeu o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro e afirmou que, desde a operação militar, centenas de presos políticos foram libertados no país sul-americano e que Caracas assinou o maior acordo petrolífero da história no mês passado, abrangendo “65 biliões de barris de petróleo, o que beneficiará enormemente tanto a Venezuela quanto os Estados Unidos e ajudará a reduzir o custo da energia em todo o mundo”.
Mas la os preços da gasolina esses teimam em nao baixar
“Talvez tenha sido o maior negócio já feito. Aos vencedores, os despojos – vocês todos já ouviram isso”, vangloriou-se o neo pirata Trump.
Trump reafirmou que nao permitiria que Teerão possuísse armas nucleares e que a guerra de 12 dias em julho de 2025 havia "aniquilado seu programa nuclear sob montanhas de escombros", assim como a guerra em curso entre EUA e Israel contra o Irão afundou "159 navios de sua marinha" no fundo do mar.
“Tenho uma grande decisão a tomar: farei um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi… ou aniquilarei a República Islâmica rapidamente, sem nunca mais lhes dar a oportunidade de matar e destruir pessoas e países?”, disse ele, acrescentando: “Acredito que chegaremos a um acordo logo após as eleições”.
Este discurso nazi é por demais igual aos dos fanaticos islamicos !