Esse marco histórico concedeu a todas as mulheres adultas (incluindo as mulheres indígenas maori) a partir de 21 anos o direito de votar nas eleições gerais. Para mais detalhes sobre a história do sufrágio no país, consulte a página oficial de história do governo em
New Zeland history
Essa conquista foi o resultado de anos de esforço das sufragistas neozelandesas lideradas por Kate Sheppard que acompanhavam o amplo movimento do final do século XIX pelos direitos das mulheres, que se espalhou pela Grã-Bretanha e suas colonias, Estados Unidos e norte da Europa.
A Nova Zelândia situa-se na Oceania, no sudoeste do Oceano Pacífico. O país está localizado a sudeste da Austrália, de quem é vizinho mais próximo, separado pelo Mar da Tasmânia.
A Nova Zelândia foi encontrada inicialmente por exploradores polinésios(antepassados do povo Maori) por volta do século XIV, que a batizaram de Aotearoa ("A Terra da Longa Nuvem Branca").
O primeira Encontro europeu ocorreu mais tarde, em 1642, pelo navegador holandês Abel Tasman
O importante é que Nova Zelândia entrou para a história como o primeiro país do mundo a conceder às mulheres o direito de voto nas eleições parlamentares, um marco alcançado a 19 de setembro de 1893.
O movimento foi impulsionado pela ativista Kate Sheppard, que liderou a União de Temperança Cristã da Mulher (WCTU)
A pressão política fez-se através de gigantescas petições entregues ao Parlamento.
Em 1893, a petição reuniu cerca de 32.000 assinaturas, o que correspondia a quase um quarto da população feminina adulta da época.
A 19 de setembro de 1893, o governador Lord Glasgow assinou a nova Lei Eleitoral.
Como resultado, nas eleições de novembro desse mesmo ano, as mulheres neozelandesas puderam exercer o seu direito de voto pela primeira vez
Nascida em Liverpool em 1847, Kate Malcolm emigrou para Christchurch no início dos seus vinte anos e, em 1871, casou-se com o comerciante Walter Sheppard.
Em 1885, juntou-se à recém-criada União Cristã Feminina de Temperança (WCTU), que defendia o sufrágio feminino como meio de lutar pela proibição do álcool.
Para Kate Sheppard, o sufrágio rapidamente se tornou um fim em si mesmo.
Falando em nome de uma nova geração, ela argumentou: "Estamos cansadas de nos ser imposta uma 'esfera' e de nos dizerem que tudo o que está fora dessa esfera é 'pouco feminino'".
Embora não fosse uma oradora pública prolífica, Sheppard era uma organizadora extremamente eficaz.
Ela escreveu inúmeros artigos, panfletos e cartas para jornais, ajudou a organizar petições e fez lobby junto a membros do Parlamento.
A oposição foi feroz.
Como escreveu Henry Wright, residente de Wellington, as mulheres eram "recomendadas a ir para casa, cuidar dos filhos, preparar o jantar dos maridos, esvaziar a pia e, em geral, cuidar dos afazeres domésticos para os quais a Natureza as designou"; elas deveriam parar de "se intrometer em assuntos masculinos dos quais são profundamente ignorantes".
Em 1893, Kate Sheppard e suas companheiras sufragistas reuniram as assinaturas de quase 32.000 mulheres para demonstrar o crescente apoio à sua causa.
Uma petição de 270 metros de comprimento – então a maior já apresentada ao Parlamento – foi desenrolada pela Câmara dos Comuns com grande impacto. Apesar da oposição do primeiro-ministro Richard Seddon, a Lei Eleitoral de 1893 foi aprovada por ambas as casas do Parlamento e entrou em vigor em 19 de setembro.
A notícia causou grande comoção na Nova Zelândia e inspirou movimentos sufragistas em todo o mundo.
Kate Sheppard continuou a trabalhar em seu país e no exterior pelos direitos das mulheres – desde a contracepção até a libertação do espartilho. Ela se tornou a primeira presidente do Conselho Nacional de Mulheres da Nova Zelândia (NCW) em 1896 e editora do jornal da WCTU, The White Ribbon – o primeiro na Nova Zelândia a ser propriedade, administrado e publicado exclusivamente por mulheres.
Em 1909, foi eleita vice-presidente honorária do Conselho Internacional de Mulheres.
Sheppard sobreviveu a dois maridos, ao seu único filho e ao seu único neto.
Ela faleceu em 13 de julho de 1934, um ano depois da entrada da primeira mulher parlamentar, Elizabeth McCombs, do Partido Trabalhista, no Parlamento.
Em 19 de setembro de 1893, o governador da Nova Zelândia, Lord Glasgow, assinou uma nova lei eleitoral que tornou o país o primeiro do mundo em que as mulheres tinham o direito de votar nas eleições parlamentares. Essa conquista foi o resultado de anos de esforço das sufragistas neozelandesas lideradas por Kate Sheppard. A campanha sufragista na Nova Zelândia fazia eco ao amplo movimento do final do século XIX pelos direitos das mulheres, que se espalhou pela Grã-Bretanha e suas colônias, Estados Unidos e norte da Europa. As sufragistas neozelandesas foram inspiradas pelas ideias de igualdade de direitos defendidas por John Stuart Mill (1806-1873), pelas feministas britânicas e pelos esforços da União de Temperança Cristã da Mulher (sigla em inglês, WCTU), fundada em 1873 nos Estados Unidos. As sufragistas neozelandesas ganharam apoio de alguns parlamentares, mas sem nada conquistarem de concreto. Em 1885, com o estabelecimento de uma WCTU na Nova Zelândia, o movimento ganhou força. Lideradas por Kate Sheppard, as ativistas da WCTU organizaram uma série de grandes petições ao Parlamento: em 1891, com mais de 9000 assinaturas, em 1892, quase 20.000 e, finalmente, em 1893, foram obtidas quase 32.000, quase um quarto da população feminina europeia adulta da Nova Zelândia
Em abril de 1893, o primeiro-ministro Ballance morreu e foi sucedido por Richard Seddon. Foi nesse momento que as sufragistas apresentaram a terceira petição com quase 32.000 assinaturas. Seddon e outros parlamentares tentaram sabotar a lei por várias táticas secretas, mas desta vez a interferência deles saiu pela culatra. Dois vereadores da oposição, que antes se opunham ao sufrágio feminino, mudaram seus votos para embaraçar Seddon. Em 8 de setembro de 1893, o projeto foi aprovado por 20 votos a favor. Restava a assinatura do governador, Lord Glasgow, que foi fortemente pressionado a vetar o projeto. Finalmente, em 19 de setembro, Lord Glasgow assinou a lei. Todas as mulheres que eram “súditas britânicas” e com 21 anos ou mais, incluindo a população Maori, podiam votar (a exigência de nacionalidade excluía alguns grupos, como mulheres chinesas).
As sufragistas comemoraram em todo o país e foram parabenizadas pelas feministas da Grã-Bretanha, Austrália, Estados Unidos e outros países. Em 1893, a primeira lista de mulheres eleitoras tinha 109.461 inscritas, em 1899 este número subiu para 163.215, e em 1905, para 212.876.
Na maioria das outras democracias – incluindo a Grã-Bretanha e os Estados Unidos -, as mulheres só conquistaram o direito de votar depois da Primeira Guerra Mundial. A participação das mulheres na vida política cresceu. Em 2017, 38% do parlamento da Nova Zelândia, era composto por deputadas, contra 9%, em 1981. No início do século XXI, as mulheres ocuparam cada uma das principais posições constitucionais do país: primeiro-ministro, governador-geral, presidente da Câmara dos Deputados, procurador-geral e ministro da Justiça.