Iníciar-se-á uma jornada nacional sob o lema "Romper com as injustiças, novo rumo para Portugal, uma vida melhor", de protesto "contra o aumento do custo de vida e de exigência de resposta no aumento dos salários e pensões e no controlo dos preços", afirmou o dirigente da Comissão Política do Comité Central do PCP
"A decisão do BCE, supostamente para prevenir valores mais altos de inflação provocada especialmente pelo aumento dos preços de energia, é, em nosso entender, errada. Penaliza, como sempre faz, os trabalhadores e as suas famílias pelos impactos de uma guerra que, seja no Médio Oriente, seja no Leste da Europa, é alimentada pelas próprias instituições da União Europeia", comentou.
Segundo o PCP, a decisão do BCE põe "os trabalhadores e os povos a pagar as opções da escalada de confrontação que o imperialismo norte-americano promove, com apoio da UE, mas também com o apoio do Governo PSD e CDS e dos que em Portugal se alinham com os tambores da guerra".
Como resposta ao aumento do custo de vida, e perante "os lucros escandalosos" das empresas petrolíferas, da grande distribuição alimentar e da banca, o PCP reivindica "outra política", que passa pelo "aumento geral dos salários, incluindo do salário mínimo nacional" e pelo "aumento intercalar de todas as pensões em 50 euros, com retroativos a partir de julho".
Assim o PCP quer "a intervenção do Governo e da Caixa Geral de Depósitos para impor a redução dos juros e comissões bancárias" e "a regulação das rendas de casa", bem como "a regulação dos preços dos combustíveis" e "a fixação do preço do gás de botija nos 20 euros".
Entre outras medidas, o PCP quer também "o IVA a 6% na energia, bem como a regulação dos preços dos bens alimentares essenciais", e "apoios a fundo perdido aos setores económicos mais atingidos pelo aumento dos preços dos combustíveis e gás".
"Da parte do PCP, não só transformaremos estas exigências em propostas na Assembleia da República, como já tomámos a iniciativa de propor um debate no Parlamento Europeu sobre o aumento das taxas de juros, e vamos também promover ações de esclarecimento e protesto face ao agravamento do custo de vida", afirmou Vasco Cardoso.