No mesmo das 24 pessoas presentes na sala, 18 ficaram feridas gravemente e quatro morreram.

Liderado pelo  coronel Claus von Stauffenberg, um oficial do exército alemão e dito membro da resistência interna ao nazismo, tentou com ó atenta facto derrubar o regime.

A reunião ocorreu na Wolfsschanze (Toca do Lobo), o quartel-general secreto de Hitler localizado na Prússia Oriental (atualmente território da Polônia).

Stauffenberg entrou na sala de conferências com uma maleta contendo explosivos e colocou-a debaixo da mesa, a poucos metros do ditador tendo deixado  a sala em seguida.

Antes da detonação, um dos participantes na reunião empurrou a maleta para trás da base maciça da mesa de carvalho, o que acabou por proteger Hitler da explosão.

A bomba detonou, matou quatro pessoas com o impacto acima e destruiu a sala, mas Hitler sobreviveu somente com ferimentos ligeiros.

Acreditando que o ditador estava morto, Stauffenberg viajou para Berlim para tentar tomar o poder, mas o golpe falhou quando a sobrevivência de Hitler foi confirmada.

Na mesma noite, Stauffenberg e os principais conspiradores foram presos e executados.

O fracasso do atentado resultou num limpeza  maciça  dentro do exército alemão (a Wehrmacht) e levou à morte centenas de opositores do regime.

Stauffenberg reconhecera  a natureza criminosa da política nacional-socialista durante a guerra

Após sofrer um ferimento grave, foi nomeado chefe do Estado-Maior do Departamento Geral do Exército em setembro de 1943.

Seu novo superior era Friedrich Olbricht, uma figura central nos esforços militares para um golpe de Estado.

Stauffenberg, agora figura central na conspiração militar, decidiu no início de julho de 1944 realizar o assassinato pessoalmente, apesar de seu grave ferimento e de seu papel fundamental no golpe planeado em Berlim.

Em 20 de julho de 1944, ele conseguiu contrabandear um dispositivo explosivo para o Quartel-General do Führer, fortemente protegido pelo "Covil do Lobo", perto de Rastenburg, na Prússia Oriental, e detoná-lo durante uma reunião pouco antes das 13h.

Após seu retorno a Berlim, Stauffenberg recusou-se a acreditar na notícia de que Hitler havia sobrevivido. Juntamente com seu amigo Albrecht Ritter Mertz von Quirnheim, ele fez tentativas frenéticas para convencer oficiais de alta patente nos distritos militares a apoiarem o golpe.

No final da noite, teve que admitir que o atentado havia fracassado. Claus Schenk Graf von Stauffenberg, seu ajudante Werner von Haeften, Albrecht Ritter Mertz von Quirnheim e Friedrich Olbricht foram fuzilados no pátio do Bloco Bendler naquela mesma noite.

Quando questionado sobre como era a relação do avô com Hitler e com os nazistas nos anos anteriores ao atentado, neto  do conspirador Philipp von Schulthess diz acreditar que “ele jamais foi simpático aos nazistas. Nunca teria entrado no partido nacional-socialista, porque conflituava com seus principios”.

“Existem fontes que dizem que ele dizia ja  dois anos antes do atentado: ‘Não é possível encontrar nenhum oficial no quartel-general que mate o porco com uma pistola?’ Certamente se sentiu obrigado a seguir seu juramento militar. Meu avô era um oficial de corpo e alma. Mas seu caráter aparentemente não era todo militar. E, alguns anos depois, mostrou sua consciência e abandonou o juramento. Acho que ele tinha esse lado já em 1939”, conclui o ator.

https://youtu.be/DlRCilnho1w?si=hJOupUZxn2WmhR5M