Com muitos países a tentar avançar para uma bioeconomia sustentável, os produtos florestais oferecem soluções baseadas na natureza como substitutos para materiais com alta emissão de carbono, além de gerar novas oportunidades econômicas.
Ao proclamar a data, a Assembleia Geral da ONU incentiva os países a celebrarem as matas e a a empreender esforços locais, nacionais e internacionais para atividades como campanhas de plantio de árvores.
Estima-se que US$ 44 triliões, o que representa mais da metade do Produto Interno Bruto, PIB, mundial dependam da natureza incluindo as florestas.
As paisagens florestais reduzem o custo da produção de água potável e, ao armazenar carbono e moderar as temperaturas, ajudam a proteger as economias de desastres relacionados ao clima que podem custar bilhões.
A bioeconomia emergente tem as florestas como elemento central.
A madeira e o bambu, por exemplo, podem ser usados como substitutos renováveis para materiais com alta emissão de carbono, como aço, concreto e plásticos.
Segundo a ONU, quase 4 biliões de metros cúbicos de maneira são produzidos todos os anos com uma procura que deve aumentar à medida que a população mundial cresce.
O cálculo é de um aumento de 1 bilião a mais de metros cúbicos até 2050.
Em todo o globo, 5,8 biliões de pessoas utilizam produtos florestais não madeireiros em seu dia a dia.
Os produtos florestais não madeireiros, incluindo alimentos, medicamentos, resinas, plantas ornamentais e forragem, têm um valor de pelo menos US$ 9,41 biliões de dólares por ano e um enorme potencial de crescimento.
As florestas são a base economica de muitas comunidades rurais, fornecendo alimentos, medicamentos, combustível e rendimentos, além de benefícios como efeito refrescante, água limpa e estabilização do solo.
A perda florestal custa caro levando à erosão do solo, inundações, impactos climáticos severos e perda de produtividade que, muitas vezes, superam em muito os ganhos econômicos de curto prazo.