Em declarações divulgadas sobre o assunto, Lavrov indicou que os ataques ameaçam diretamente a segurança nuclear global, afirmando que “a cúpula do governo iraniano está sob ataque — e isso foi declarado um ‘objetivo legítimo’ — assim como a infraestrutura civil”.
Ele enfatizou ainda que isso inclui também “instalações de energia nuclear sob a proteção da AIEA”.
O Ministro das Relações Exteriores da Rússia também afirmou que a liderança da organização internacional respondeu de forma inadequada, “de uma maneira que eu descreveria como imprópria diante das ameaças diretas geradas por essa agressão contra a segurança nuclear”
Para Moscovo, a gravidade da situação exige uma posição mais clara em relação ao potencial impacto dos ataques a instalações sujeitas a salvaguardas internacionais.
Lavrov também ampliou o centro das consequências do conflito, enfatizando que não apenas os "cidadãos comuns" de países oponentes como Irão e Israel seriam afetados, mas também outros Estados da região e citou especificamente as monarquias árabes que compõem o Conselho de Cooperação do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Bahrein e Omã.
Nesse contexto, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia expressou a posição de Moscovo de que a solução para a crise deve se basear em meios políticos e no diálogo.
Ele afirmou que "somente o caminho da negociação, da unidade e da conciliação dos interesses serve aos interesses de toda esta região vital do mundo"
A acusação da Rússia surge em consequência da crescente preocupação internacional com os riscos à segurança nuclear em um contexto de escalada da guerra nuclear.
Vale lembrar que, em 17 de março, a Organização de Energia Atômica do Irão relatou um ataque à área ao redor de uma instalação nuclear em Bushehr, cidade no sul do Irão.
O relatório foi emitido após um projétil atingir a instalação, segundo as autoridades iranianas.