Os dados mais recentes da gestão de resíduos em Luanda revelam detalhes estruturais do problema:

Assim a capital angolana gera aproximadamente 7.500 das cerca de 19.393 toneladas produzidas diariamente em todo o país.

O défice na recolha leva à acumulação de resíduos em ruas, mercados e valas de drenagem, acabando por chegar ao oceano.

A taxa nacional de reciclagem não ultrapassa os 10%.  Entidades como a ELISAL operam recolhas maciças, que podem ultrapassar as 22 mil toneladas de lixo numa única semana dependendo da dinâmica de cada município.

Para combater este desafio, existem projetos aprovados e financiados pela União Europeia para criar  valor aos resíduos sólidos e modernizar a gestão do lixo na província.

As equipas da Higiene Urbana da Câmara Municipal de Lisboa recolhem diariamente cerca de 900 toneladas de resíduos em toda a cidade.

Anualmente, este volume atinge cerca de 320 mil toneladas de lixo recolhido com a operação a funcionar 24 horas por dia, abrangendo dezenas de circuitos de recolha.

Os dados relativos à recolha de lixo em Lisboa destacam-se pelos seguintes pontos:

  • Pico sazonal: Em épocas festivas, como a quadra natalícia, as equipas chegam a recolher mais de 1.300 toneladas de lixo logo após o Natal.
  • Operação: A recolha e o transporte de resíduos são competências operadas diretamente pela Câmara Municipal.

A cidade de Maputo produz diariamente entre 1.200 a 1.300 toneladas de resíduos sólidos, totalizando cerca de 4,2 milhões de toneladas ao ano.

A gestão desses resíduos tem  grandes desafios, com acumulações críticas nos bairros devido a crises de combustível, avarias de maquinaria e impactes de manifestações sociais.

Resumo da Gestão e Recolha de Lixo em Maputo:

  • Produção Diária: ~1.200 a 1.300 toneladas.
  • Produção Anual: ~4,2 milhões de toneladas (ao nível de todo o país, sendo a capital um dos maiores focos).
  • Desafios Operacionais: A capacidade de recolha tem sido frequentemente interrompida por avarias nos meios circulantes e limitações de acesso à maior lixeira da região.
  • Lixeira de Hulene: É o principal destino dos resíduos da capital. O seu encerramento está orçado em cerca de 10 milhões de euros e foi calendarizado para 2028, dependendo da construção do aterro sanitário da Katembe.
  • Taxa de Lixo: A cobrança foi recentemente ajustada para um modelo percentual de acordo com o consumo de energia, aliviando o encargo financeiro para as famílias mais carenciadas.

 A cidade da Praia, em Cabo Verde, produz cerca de 250 toneladas de lixo por dia.

Um volume diário de resíduos representa um enorme desafio ambiental para o maior município do arquipélago, exigindo fortes investimentos em saneamento e maior sensibilização por parte da população para o tratamento e triagem adequados.

Os dados mais recentes da produção e processamento de resíduos no município destacam-se por vários fatores:

  • Produção Diária: Estima-se que a capital cabo-verdiana produza mais de 90 mil toneladas de lixo por ano, o que resulta na expressiva média de 250 toneladas diárias.
  • Infraestruturas Locais: Para combater o problema, a cidade da Praia conta com a primeira unidade de reciclagem de plástico de Cabo Verde (localizada em Achada Grande Trás), com capacidade para processar entre 250 a 300 toneladas por mês.
  • Lixo Hospitalar: O país gera anualmente cerca de 300 a 400 toneladas de resíduos hospitalares, sendo a capital um dos principais polos com instalações próprias para a gestão deste tipo de lixo sensível.

Perante a situação o Presidente da República Lourenço autorizou uma despesa global de 81,63 mil milhões de kwanzas.

Tal  pretende assegurar os serviços de limpeza pública, a recolha de resíduos sólidos e o saneamento básico na capital do País, através de um concurso dividido em 16 lotes correspondentes aos diferentes municípios da província.

Com tal quer-se melhorar o sistema de limpeza urbana, reforçar as acções de saneamento e reduzir os riscos sanitários associados à acumulação de resíduos, num contexto em que os surtos de cólera e outras doenças continuam a expor as fragilidades da gestão ambiental da maior cidade do Angola.

O modelo adoptado pretende a descentralização operacional e em vez de concentrar todo o serviço num único operador, o Governo repartiu a província em lotes autónomos, a concorrência e a capacidade de resposta.

Procura-se também adaptar os contratos às características específicas de cada município, uma vez que a densidade populacional, a produção de resíduos e as dificuldades logísticas variam entre zonas urbanas consolidadas e áreas periféricas em expansão.

Mas s maiores contratos estão concentrados nos municípios mais populosos e com maiores desafios de recolha.

O Cacuaco lidera com 9,29 mil milhões de kwanzas, seguido pelo Kilamba Kiaxi com 9,19 mil milhões, Viana com 8,12 mil milhões e Ca mama com 6,20 mil milhões...