O défice na recolha leva à acumulação de resíduos em ruas, mercados e valas de drenagem, acabando por chegar ao oceano.
A taxa nacional de reciclagem não ultrapassa os 10%. Entidades como a ELISAL operam recolhas maciças, que podem ultrapassar as 22 mil toneladas de lixo numa única semana dependendo da dinâmica de cada município.
Para combater este desafio, existem projetos aprovados e financiados pela União Europeia para criar valor aos resíduos sólidos e modernizar a gestão do lixo na província.
As equipas da Higiene Urbana da Câmara Municipal de Lisboa recolhem diariamente cerca de 900 toneladas de resíduos em toda a cidade.
Anualmente, este volume atinge cerca de 320 mil toneladas de lixo recolhido com a operação a funcionar 24 horas por dia, abrangendo dezenas de circuitos de recolha.
Os dados relativos à recolha de lixo em Lisboa destacam-se pelos seguintes pontos:
A cidade de Maputo produz diariamente entre 1.200 a 1.300 toneladas de resíduos sólidos, totalizando cerca de 4,2 milhões de toneladas ao ano.
A gestão desses resíduos tem grandes desafios, com acumulações críticas nos bairros devido a crises de combustível, avarias de maquinaria e impactes de manifestações sociais.
Resumo da Gestão e Recolha de Lixo em Maputo:
A cidade da Praia, em Cabo Verde, produz cerca de 250 toneladas de lixo por dia.
Um volume diário de resíduos representa um enorme desafio ambiental para o maior município do arquipélago, exigindo fortes investimentos em saneamento e maior sensibilização por parte da população para o tratamento e triagem adequados.
Os dados mais recentes da produção e processamento de resíduos no município destacam-se por vários fatores:
Perante a situação o Presidente da República Lourenço autorizou uma despesa global de 81,63 mil milhões de kwanzas.
Tal pretende assegurar os serviços de limpeza pública, a recolha de resíduos sólidos e o saneamento básico na capital do País, através de um concurso dividido em 16 lotes correspondentes aos diferentes municípios da província.
Com tal quer-se melhorar o sistema de limpeza urbana, reforçar as acções de saneamento e reduzir os riscos sanitários associados à acumulação de resíduos, num contexto em que os surtos de cólera e outras doenças continuam a expor as fragilidades da gestão ambiental da maior cidade do Angola.
O modelo adoptado pretende a descentralização operacional e em vez de concentrar todo o serviço num único operador, o Governo repartiu a província em lotes autónomos, a concorrência e a capacidade de resposta.
Procura-se também adaptar os contratos às características específicas de cada município, uma vez que a densidade populacional, a produção de resíduos e as dificuldades logísticas variam entre zonas urbanas consolidadas e áreas periféricas em expansão.
Mas s maiores contratos estão concentrados nos municípios mais populosos e com maiores desafios de recolha.
O Cacuaco lidera com 9,29 mil milhões de kwanzas, seguido pelo Kilamba Kiaxi com 9,19 mil milhões, Viana com 8,12 mil milhões e Ca mama com 6,20 mil milhões...