Para Tiago Oliveira há uma "falta de resposta" do executivo da Aliança Democrática (PSD/CDS-PP), e reivindicou  que "se limite os preços".

"Aqueles que dizem que nunca há dinheiro para nada, têm que ir explicar aos trabalhadores, à população se, perante estas circunstâncias que tanto nos afetam, é normal que neste mesmo período os grandes grupos económicos estejam a ter os maiores lucros de sempre",, afirmando que esta circunstância "demonstra bem a política do Governo" e "a quem presta vénia".

Tiago Oliveira sublinhou a dificuldade de acesso dos trabalhadores aos bens de necessidade e lembrou o aumento dos preços de combustíveis.

Para este secretário-geral da CGTP, "…governo não altera [as circunstâncias] por uma razão: porque não sente a dificuldade da vida quem trabalha. Não sente" e apontou dificuldades concretas, referindo o custo da habitação, dos preços nos postos de abastecimento e dos bens nos supermercados.

"Acham que quem está à frente do país, quem está neste momento a dirigir o país, sabe o que é viver com um ordenado de 1.000 euros? Sabe o que é que significa num ordenado de 1.000 euros [e] ter uma renda para pagar de 800 ou 900 euros? Um preço de litro de combustível a 2,30 euros, o preço da carne, o preço do leite, da forma que está? Não sabem, não sentem", questionou-se.

"Aquilo que está a acontecer acontece por falta de resposta e de vontade política. E cá estamos, como estivemos no pacote laboral, a lutar", disse.

A central reivindica o aumento do salário mínimo nacional para 1.110 euros, reivindicação lembrada no palco por um elemento da CGTP depois de o desfile chegar ao Rossio, pouco depois das 16:00.

A manifestação teve a participação ddvdezenas de milhares de manifestantes, com cartazes em defesa da melhoria do Serviço Nacional de Saúde (SNS), melhor educação, melhores salários no setor público e no privado, melhores pensões, a aposta em política educativa e em medidas que promovam a habitação.