Portugal é um dos países mais afetados da UE, onde os preços das casas subiram 124,4% entre 2015 e 2024 e os imóveis estão estimados como sobrevalorizados em cerca de 25%.
As rendas em Lisboa chegam a ultrapassar o salário médio local, motivando manifestações em massa em Lisboa, Porto, Aveiro, Braga e Funchal. Espanha em cidades como Madrid e Barcelona registam rendas que consomem mais de 70% do salário médio.
O descontentamento popular levou a grandes protestos nacionais contra o custo de vida e a especulação imobiliária.
Hungria este país regista um dos maiores aumentos acumulados no preço das habitações na UE, com uma subida de 209,5% entre 2015 e 2024, além de fortes subidas nas rendas (+124%).
Lituânia e Estónia com a Lituânia a ver os preços da habitação subirem 135% e as rendas 184%, enquanto que a Estónia lidera nos aumentos de preços de arrendamento na UE (com subidas de cerca de 220%).
Irlanda um país que enfrenta uma pressão acentuada no mercado de arrendamento, com um aumento de 115% nas rendas e protestos recorrentes em Dublin e noutras zonas urbanas.
França e Alemanha na França (com protestos em várias cidades) e na Alemanha (onde Berlim debate medidas como a expropriação de grandes fundos imobiliários e controlo de rendas), a escassez de oferta e a alta de preços afetam sobretudo os jovens e as famílias de menores rendimentos.
Organizações de defesa do direito à habitação têm articulado movimentos transfronteiriços para levar estas reivindicações diretamente à agenda europeia.
Acompanhando a tenddncia o protesto portuense prolongar-se-à por tempo indeterminado, com as decisões a serem tomadas na assembleia marcada para as 19h00 desta quarta-feira, naquela praça.
A concentração foi organizada pela plataforma "Não dá mais para viver assim", que promoveu protestos também em cidades como Aveiro, Braga e Lisboa.