Luís Montenegro, que ja aproveitou a crise para atascar indiretamente o novo PR diz ja que não pretende "eternizar a discussão".
O Presidente da República, António José Seguro, tinha defendido que o país precisa de "um acordo equilibrado" em matéria de legislação laboral, apelando para que representantes dos trabalhadores, empresários e Governo voltassem a sentar-se à mesa e encontrassem uma solução, depois de na segunda-feira as confederações empresariais terem dado por terminadas as negociações.
A CGTP, que também tem assento nesta sede e chegou a apresentar uma contraproposta numa reunião bilateral a 03 de setembro, não tem sido convocada para as reuniões, com o executivo a argumentar que a central sindical se colocou desde o início à margem das negociações ao pedir a retirada da proposta da discussão como se o governo pudesse colocar-se acima da lei
A CGTP anunciou na sexta-feira que uma delegação da central sindical vai deslocar-se esta segunda-feira ao Ministério do Trabalho para "reafirmar as [suas] propostas e soluções para a legislação laboral".
Esta tomada de posição foi feita dias depois de a CGTP ter pedido uma "reunião urgente" com o Presidente da República para denunciar aquilo que aponta como uma violação dos "direitos de participação das organizações representativas dos trabalhadores na elaboração das leis laborais".