Ora olhando para os  dados da Direção-geral do Ensino Superior, é preciso recuar quase dez anos, até 2016, para ver um número mais baixo.

E tudo aponta para o facto de tal suceder dada a redução do número de candidatos.

Assim este ano, concorreram à primeira fase de ingresso no ensino superior 48.718 alunos, menos 16,4% do que há um ano.

O número de vagas por preencher foi de 11.153, o mais elevado desde 2016 e apenas o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa registou, ligeiramente, mais alunos colocados agora do que em 2024.s.

Olhando para as limitações o alugar um quarto em Portugal custava uma média de 415 euros por mês, segundo relatório sobre Alojamento Estudantil que data de julho passado e que mostra que  em Lisboa, o preço médio de um quarto ronda os 500 euros, com os valores a variarem entre os 268 e os 722 euros valores difíceis para os jovens estudantes deslocados, muitos deles impossibilitados de avançar com uma fatia do orçamento familiar tão elevada para poderem continuar a estudar.

Assim  o número de alunos mais pobres colocados no ensino superior diminuiu em relação ao ano passado.

Os alunos que utilizaram as vagas criadas exclusivamente para estudantes com parcos recursos económicos também foram menos: dos quase 43 mil estudantes, 1.548 são beneficiários de escalão A de Ação Social Escolar (ASE) sendo que, destes, 1.123 foram colocados através deste contingente prioritário.

Segundo as novas regras para as candidaturas deste ano, os exames nacionais utilizados como provas de ingresso passaram a valer 45% da nota de entrada enquanto a média final do secundário ficava a valer apenas 40%.

Engenharia Aeroespacial no Porto apareceu com  a média mais alta com o curso de Engenharia Aeroespacial no Porto com o  último aluno a entrar com uma média de 19,43 valores.

Seguem-se cursos como Engenharia de Sistemas Informáticos, no Politécnico do Cávado e do Ave, Engenharia

Aeroespacial na Universidade do Minho e Engenharia de Gestão Industrial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

No top de cursos com notas mais difícieis Medicina surge em quinto lugar, com a média de entrada a a fixar-se em 18,53 na Universidade do Porto.

Este ano, entraram 1.647 estudantes em cursos de Medicina no país.

As matrículas dos estudantes agora colocados realizam-se a partir desta segunda-feira, entre 25 e 28 de agosto.

Os alunos que pretendam mudar de curso ou que não tenham ficado colocados podem ainda candidatar-se à 2.ª fase, que começou esta segunda-feira e termina a no próximo dia 3 de setembro.