Entretanto a AI organização não governamental diz ter documentado nove execuções e um homicídio ilegal ocorrido imediatamente após o cessar-fogo entre Israel e Hamas em outubro de 2025.
Num comunicado enviado às redações, a Amnistia Internacional defende que é "urgente" restaurar a ordem na Faixa de Gaza e defender os direitos da população.
À TSF, o porta-voz da delegação portuguesa da Amnistia Internacional, André Julião, adianta que a organização contactou responsáveis do Hamas na tentativa de fazer justiça pelas vítimas.
"Embora afirmem ter aberto investigações internas preliminares sobre estes incidentes, tanto quanto é do nosso conhecimento, nenhum dos responsáveis por estes homicídios foi ainda chamado a responder até à data", explica à TSF André Julião, defendendo que "as autoridades e as forças associadas ao Hamas na Faixa de Gaza ocupada devem pôr imediatamente fim às execuções extrajudiciais dos suspeitos de colaboração com Israel".
Essas ações são realizadas "na ausência de qualquer processo judicial", levando a cabo "represálias ou punindo coletivamente famílias inteiras, como tem acontecido".