Na segunda-feira, 27.07, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação informou que os professores classificadores dos exames nacionais do secundário vão receber um euro por cada resposta classificada e 12 euros por cada prova reapreciada.
Num comunicado, o ministério indicou que os professores vão receber 10 euros por cada prova classificada em suporte físico (Geometria Descritiva e Desenho A) e 18 euros por cada prova classificada no âmbito de reclamação.
A medida aplica-se às provas classificadas na primeira e segunda fase, bem como na época especial.
Exigindo mais equidade no processo, a Fenprof lembra que "no mesmo período de uma hora, haverá professores que conseguiram classificar 20 itens e outros que, pelas características das provas, pelos procedimentos impostos ou pelas condições concretas do processo, não conseguiram classificar mais de seis".
"Como pode o Ministério da Educação considerar justo um modelo que cria diferenças tão profundas na remuneração de um trabalho que foi realizado no cumprimento de uma convocatória oficial e de uma mesma responsabilidade? E que dizer dos professores que, por esta via, poderão receber uma compensação equivalente a apenas seis euros por hora de trabalho", questiona.
Ora, "o ministro fez questão de assumir pessoalmente a condução deste processo e garantiu que, perante as dificuldades criadas pelo próprio sistema, seriam asseguradas as condições necessárias, incluindo o pagamento de trabalho extraordinário", pelo que a Fenprof refere que "agora, perante o evidente falhanço do modelo montado pelo Ministério" se anuncie "uma remuneração que, em determinados casos, poderá ficar muito aquém do valor correspondente ao trabalho efetivamente realizado".
"O Governo não pode exigir aos professores profissionalismo, rigor e disponibilidade quando é o próprio Ministério que falha na organização do processo e, depois, pretende desvalorizar o trabalho daqueles que foram chamados a corrigir os seus erros.
O ministro Fernando Alexandre deve explicações aos professores e basta de pedidos de desculpa", acrescenta a federação.