O colonato da Cela, localizado no Planalto do Amboim, no Kwanza Sul, foi iluma criaçao administrativa à distancia de 7 mil km.
A elite portuguesa imperial colonial fascista ja “segura” com a adesao à Nato imaginou que com uns colonatos à ultima da hora resolveriam a pressao internacional vinda das independências terceiro mundistas!
Foi assim que surgiu este povoamento de novo estilo em Angola, em moldes centralistas através da Junta de Povoamento Agrário da Cela, em 1952.
A Cela desenvolveu‐se contando com populações rurais vindas da metrópole. Destaca‐se pela dimensão, meios financeiros com que foi executado, número de famílias instaladas e divulgação obtida. Mo momento mais pessoas vão para Angola, oriundas, na sua maioria, das zonas mais rurais de Portugal, atraídas ou empurradas por uma campanha pró‐África, especialmente a partir do pós‐guerra, quando a situação económica se torna mais favorável e o incentivo à emigração se faz sentir de forma mais intensa.
Constituído por um conjunto de quinze aldeias geridas pela Junta de Povoamento Agrário da Cela, estende‐se por uma paisagem rica em vegetação à margem das cidades, constituindo‐se como estrutura autónoma.
Às aldeias da Cela deu‐se o nome de Santa Isabel, Monsanto, Gradil, Pena, Freixo, Santo António de Cavaleiros, Santiago de Adenhaga, Carrasqueira, Lardosa, Sé Nova, Montoito, Vimieiro, Melo, Alqueidão, São Mamede e a vila de Santa Comba Dão, ( ah slazarento!) sede do povoamento agrário.
Contava‐se que o colonato fosse povoado com trezentas e cinquenta famílias (uma média de vinte e oito por aldeia), ou seja 3.000 habitantes.
Cerca de 50% dos colonos eram oriundos de Trás‐os‐Montes e Alto Douro, sendo os outros do resto do país.
O Plano de Urbanização do colonato, com as suas várias aldeias, bem como os projetos dos edifícios, foram executados no Gabinete de Urbanização Colonial, sendo os planos assinados pelo arquiteto Fernando Batalha em 1952.