Um tal “barão da imprensa cor-de-rosa” foi colocado em insolvência pessoal aos 80 anos.

Mas, para além dele, tantos outros parecem estar em queda, como se percebe pelos números que vão sendo conhecidos — ainda que, convenhamos, estes valores nem sempre sejam totalmente de fiar.

Falemos, então, dos números que circulam.

  • Correio da Manhã: 32 mil.
  • Jornal de Notícias: 12.407.
  • Público: 8.304.
  • Jornal Económico: 10 mil.
  • Mirante: 12.500.
  • Diário de Notícias, de segunda a sexta, em valores residuais.

Aliás, numa notícia recente, constatava-se que as vendas do Diário de Notícias, em 2025, registaram uma quebra acentuada, fixando-se numa média de cerca de 893 exemplares em circulação paga, somando formato impresso e edições digitais, nos últimos períodos auditados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação — APCT.

Podemos ainda acrescentar os jornais partidários sobre os quais conseguimos obter alguma informação.

O Avante andará entre os 15 e os 20 mil leitores.
O Esquerda.net rondará os 10 mil.

Enfim, grosso modo, andarão à volta dos 100 mil os leitores regulares destes meios de comunicação escrita, entre imprensa tradicional, partidária e digital.

Já nas televisões e plataformas equivalentes, os números assumem outra dimensão:

  • RTP: 235 mil.
  • SIC: 3,4 milhões.
  • CNN Portugal: 1,7 milhões.
  • TVI: 500 mil.
  • Observador: 2,6 milhões por mês, numa média aproximada de 87 mil por dia.

Perante este cenário, uma coisa parece evidente: o espaço público está cada vez mais concentrado, mais caro, mais dependente de grandes grupos económicos, mais vulnerável à lógica do clique, da emoção rápida, da polarização e do ruído.

E é precisamente por isso que a imprensa independente se torna ainda mais necessária.

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