Tudo indica que ele pretende esclarecer que se a anistia não for aprovada pacificamente pelo Congresso, o será pela violência armada. Como parece evidente que o projeto de anistia ora proposto não passará no Congresso e, se passar, será vetado por Lula; e como, numa segunda etapa, deverá ser considerado inconstitucional pelo STF; então, para conseguir seus intentos, só sobraria aos golpistas o uso da violência armada.
Enfim, a declaração de Paulo Figueiredo é um incitamento explícito à violência; ou, em outras palavras, à retomada ativa das atividades golpistas ora em julgamento pelo STF.
Trata-se, portanto, de ato gravíssimo, de uma afronta beligerante à maior autoridade jurídica do país, para não dizer à própria soberania nacional.
A maldita frase logo se transforma em outra, pela manipulação das preposições: “ a anistia virá para o bem ou para o mal”. Como a hipótese de “para o bem” não existe, pois não se pode deixar à solta bandidos de alta periculosidade, capitaneados pela família bolsonazista, a anistia só poderia vir para o mal, isto é, para consumar tudo o que foi programado e que culminou no 8 de janeiro de 1923, e que falhou por incompetência da Orcrim. Mas, agora, as experiências seriam reestudadas; o golpe falhado viria na forma da mais sistemática e despótica vingança para cumprir aquelas 30 mil mortes que o Bozo sempre sonhou. E ai de quem se opuser a ela. O perigo não é claro e iminente?
Todos sabemos que as atividades golpistas continuam, camufladamente, em todo o país, em nome da “liberdade de expressão”. E que a extrema direita encastelada no Congresso não esconde isso e a estimula como pode. Mas é a primeira vez que a proposta de retomada do golpe de Estado vem à tona com todas as letras.
Se estivesse no Brasil, este antipatriota apoiador da MAGA certamente seria preso imediatamente em flagrante delito. Lamentavelmente, está protegido nas costas largas de Trump, o que torna o seu crime ainda mais hediondo. Mas seu dia chegará, se escondendo ele ou não nas brumas de uma nação estrangeira. Quem viver, verá.