Enfim por cá nao se chegou ao uso das forças armadas para desmobilizar a Luta pela Habitação

"Fomos surpreendidos [cerca das 5 horas], não podíamos fazer mais nada, não era nossa intenção não acatar as ordens. Mesmo obedecendo vimos o que aconteceu na quarta-feira" momento em que  o corpo de intervenção obrigou, com violência, à saída dos jovens, disse à Lusa uma das manifestantes que não quis identificar-se.

A mesma jovem acrescentou que os que estavam presentes eram todos muito jovens e não pretendiam ficar com "ficha criminal" nesta fase da sua vida. "A nossa causa é justa e pacífica", acrescentou.

Pelas 7 horas a praça D. João I já se estava  vazia, sendo visíveis os amontoados de tendas e outros bens numa rua adjacente, onde viaturas, de família e amigos, iam ficando cheios de material.

À Lusa, o advogado dos manifestantes, Tiago Machado, disse que os jovens que permaneciam acampados abandonaram o local, após a chegada da polícia, cumprindo a ordem de saída.

"Eles [PSP] apareceram e os manifestantes recolheram as coisas", afirmou o advogado.

Tiago Machado adiantou que o pedido apresentado à Câmara Municipal ainda se encontra pendente, sublinhando que o prazo da manifestação termina apenas à meia-noite de hoje.

O advogado defendeu que os manifestantes têm respeitado a ordem pública durante os protestos e acusou a polícia de ter atuado sem necessidade na quarta-feira!

Veremos o impacto deste recuo na convocatória da greve geral Iberica