Na década de 60, ir ao futebol era um programa económico e de massas com os preços nominais para jogos do campeonato variavam entre 10 a 30 escudos (o equivalente a cerca de 0,05 a 0,15 euros) e representava uma fração reduzida do salário médio da época, permitindo que as famílias trabalhadoras frequentassem os estádios regularmente.
Havia bilhetes mais caros para lugares de "Cadeira" (como nos jogos europeus), mas a grande maioria das bancadas populares era extremamente acessível.
Futebol em 2026
Nos Campeonatos Nacionais de hoje, um bilhete individual para um jogo de cartaz da Primeira Liga pode variar entre 20 e 100 euros.
A tendência atual foca-se nos Lugares Anuais (assinaturas anuais), com os passes gerais de época (incluindo competições europeias) a oscilar entre cerca de 380 a mais de 700 euros.
Enquanto a FIFA disponibilizou níveis de entrada a 60 dólares para adeptos, os preços para jogos de selecções com forte procura chegam a custar milhares de euros e foram alvo de queixas formais por parte de associações de adeptos.
A Inflação e o Mercado a inflação e a alteração do poder de compra justificam parte deste aumento, os preços superaram largamente a inflação geral devido aos custos salariais dos jogadores e ao marketing.
Claro que os grandes clubes da União Europeia (UE) têm um custo médio anual por jogador a rondar os 20M € a 35M € em valor de mercado de plantel, e uma média de 8M € a 15M € em gastos anuais exclusivos com salários brutos por atleta.
Valores que oscilam com a competitividade, as receitas televisivas e o sucesso desportivo.