Estes vinte e três cavalos têm as  vendas dos cavalos, que estão em destaque na pagina instagram da coudelaria alter do chao e segundo  o CM só os oito garanhões estão avaliados em 238 mil euros

À venda estarão ainda, segundo o matutino, 13 fêmeas e dois machos castrados.

O garanhão Gniqui será o cavalo mais caro tendo como  base de licitação 20 mil euros, enquanto Solar e Salinero vão a leilão por 17.500 euros cada.

A Coudelaria de Alter, é uma das mais antigas coudelarias do mundo em funcionamento no mesmo local.

Ela continua a afirmar-se como um centro de excelência na criação e preservação do cavalo lusitano e por isso o presidente da Companhia das Lezírias, Eduardo Oliveira e Sousa, destacou a importância deste espaço

A Coudelaria de Alter, fundada em 1748, resistiu a diversos momentos históricos, desde as invasões napoleónicas à queda da monarquia, passando pelas guerras mundiais e pelos diferentes regimes políticos que marcaram o país.

Hoje, é um polo de referência na criação do cavalo lusitano e na investigação genética, adaptando-se às exigências da contemporaneidade sem perder a sua identidade.

Nos últimos anos, a Companhia das Lezírias tem reforçado a vertente turística da Coudelaria, valorizando a experiência dos visitantes e consolidando parcerias que garantam a sustentabilidade do projeto.

A ligação ao hotel Vila Galé Alter Real é um dos exemplos desse compromisso, pois os  hóspedes podem vivenciar o dia a dia da coudelaria, assistir ao maneio dos animais e acompanhar o trabalho dos tratadores e criadores.

«Hoje, com uma valência do turismo mais forte, é possível trazer outro espírito de economia a esta realidade para que não se perca, de maneira nenhuma, o sangue que os cavalos lusitanos têm aqui neste património», declarou  Oliveira e Sousa.

A recente classificação da Arte Equestre Portuguesa como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO reforça a relevância do trabalho desenvolvido na Coudelaria de Alter, não apenas na vertente criadora, mas também na transmissão deste conhecimento às novas gerações.

A Companhia das Lezírias expande essa missão, e tem apostando na formação e na investigação genética.

A colaboração com a Universidade de Évora e a revitalização do laboratório de genética molecular são algumas das iniciativas em curso.

As mesmas permitem o desenvolvimento de técnicas avançadas, como a inseminação artificial e a recolha de sémen, que poderão também ser disponibilizadas como serviço externo.

O Futuro da Coudelaria de Alter

Além da preservação da raça, a Companhia das Lezírias vai no sentido de  reforçar a componente educativa e formativa da Coudelaria.

A parceria com a Escola Profissional da Coudelaria de Alter é vista como um investimento essencial, preparando jovens para carreiras ligadas ao setor equestre. «Temos que apostar no futuro para aqueles jovens que gostam da formação equina, que gostam dos cavalos, que gostam do campo e que querem fazer a sua vida profissional ligada aos cavalos», destacou Oliveira e Sousa.