Os empresários receiam impactos directos sobre o abastecimento do mercado, os preços dos bens essenciais e sobre a própria operacionalização prática da medida.
O governo defende a iniciativa como um passo concreto na estratégia de substituição de importações e de estímulo à produção nacional com a qual concordamos e tomamos como chegando ja tarde!
Ao condicionar o acesso ao mercado externo à absorção de produto angolano, o Estado pretende criar incentivos à valorização da oferta interna e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em produtos alimentares de grande consumo.
Para que a medida produza os efeitos desejados, dizem os empresários que será necessário antes resolver os constrangimentos estruturais que há anos travam o crescimento da produção nacional como o acesso a financiamento, os custos de energia, as disponibilidade de insumos, as deficiências logísticas e as insuficiências nas cadeias de frio.
A Ecodima defende que a competitividade do produto nacional continuará dependente da capacidade de produzir em escala e com níveis adequados de qualidade.
Sem essa condição cumprida, o risco é o de a medida se traduzir em pressão adicional sobre os preços ao consumidor, sem que a produção interna ganhe sustentabilidade.
Os produtores entendem ainda que os maiores ganhos poderão concentrar-se nos grandes operadores — aqueles que já dispõem de capacidade produtiva e logística para responder às exigências do mercado.
As pequenas e médias explorações enfrentarão maiores dificuldades em beneficiar das oportunidades criadas pela medida.