O município de Cazenga foi o mais afetado, com 3.163 habitações inundadas nos bairros Calawenda, Kima Kieza e Sinef, 15 habitações danificadas, cinco escolas inundadas, duas esquadras e uma cabine elétrica danificada e 20 ruas inundadas.
Em Camama, 100 habitações ficaram inundadas e cinco danificadas, tendo havido ainda a queda de uma árvore e de um posto de energia elétrica.
Nos municípios de Sambizanga, Rangel, Cacuaco, Hoji Ya Henda, Viana e Kilamba Kiaxi foram também registadas habitações inundadas, escolas afetadas e vias intransitáveis, segundo o CCOP.
O corte de energia elétrica afetou vários municípios em consequência das chuvas, acrescentou a mesma fonte, que indicou que as autoridades mobilizaram equipamentos de sucção de água nos principais pontos críticos, em coordenação com as administrações municipais.
O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) prevê chuva moderada, pontualmente forte, acompanhada de trovoadas, nas próximas 24 horas em Luanda e em toda a Região Norte de Angola.
Entretanto o governo aprovou ja uma linha de crédito de 30 mil milhões de kwanzas para apoiar empresas afectadas pelas cheias .
No entanto segundo o Correio da Kianda o acesso ao financiamento está sujeito a critérios rigorosos, que têm levantado criticas entre os empresarios.
Entre as principais exigências, destaca-se a obrigatoriedade das empresas terem a sua situação fiscal e contributiva regularizada junto da Administração Geral Tributária (AGT) e do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Segundo o ministro do Comércio e Indústria, Rui Miguêis, este requisito é considerado “sine qua non” para beneficiar da medida.
A iniciativa pretende reduzir o risco de insolvência das empresas afectadas pelas enxurradas e garantir a continuidade da actividade económica.
Cada empresa poderá solicitar até 300 milhões de kwanzas, num processo operacionalizado pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC).