Há desigualdade na candidatura, porque entretanto as vagas ficam preenchidas, o que significa que de duas uma, ou há abertura de novas vagas, e para isso é preciso haver autorização de entidades competentes, por exemplo, no caso de Medicina é preciso da A3ES [Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior] tem de se pronunciar, e portanto há uma desigualdade também na candidatura do acesso", frisou.
Ora mesmo que todos fizessem exame em setembro e fosse a melhor nota a ditar as entradas, "isso não resolve o problema das vagas disponíveis e daqueles que entram na primeira fase e que ocupam as vagas, ou seja, poder-se-á entrar no ensino superior, mas não entrar naquilo que seria a primeira prioridade".
"Nós dissemos ao ministro da Educação [Fernando Alexandre] e propusemos que se devia alargar o prazo de candidatura ao ensino superior. As universidades e os politécnicos concordaram com esta proposta do PS. Mais uma vez, a teimosia do Governo levou a que o Governo não tivesse ouvido as propostas e as sugestões do PS", frisou.
Para José Luís Carneiro, milhares de jovens "viram as suas vidas adiadas e mesmo prejudicadas na candidatura e nas mesmas oportunidades de candidatura ao ensino superior".
Foram prejudicados pela atitude imponderada e irresponsável do Ministro da Educação, que avançou com uma digitalização de provas sem ter feito os testes necessários para verificar se estava em condições de poder avançar com esta mudança", afirmou o secretario geral do PS .