Foram muitos os apelos  para confrontar a onda reacionária que varre o mundo e convocações à ação.

“Não nos esqueçamos de que todas as ondas, por mais altas que sejam, morrem na praia”, proclamou o presidente catalão, Salvador Illa.

O presidente do Partido Socialista Europeu, Stefan Löfven, relembrou o slogan “¡No pasarán!” (Eles não passarão!), afirmando que não permitiriam que “o futuro da espécie humana caísse nas mãos do autoritarismo”.

Ja antes, o Ministro da Justiça, Félix Bolaños, tinha denunciado que em todo o mundo “partidos de direita e extrema-direita, tecnoligarcas e bilionários andam de mãos dadas e governam juntos”, enquanto a vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, alertou para a excessiva concentração de poder nas mãos de grandes empresas de tecnologia e pediu que “levantemos nossas vozes contra esses abusos”.

A   cidade sedia tambem o Quarto Encontro em Defesa da Democracia, com a participação do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e da presidente mexicana Claudia Sheinbaum. Sheinbaum declarou que a crise diplomática com a Espanha sobre o reconhecimento ou não do sofrimento causado pelos conquistadores espanhóis havia chegado ao fim.

"Não há crise diplomática, nunca houve. O que é muito importante é que a força dos povos indígenas seja reconhecida para a nossa nação",

Sánchez pediu uma resposta das forças progressistas aos "ataques" à democracia em todo o mundo.

“A democracia não pode ser dada como certa”, insistiu Sánchez aos líderes progressistas. “Hoje vemos uma perigosa normalização do uso da força. A desigualdade e a desinformação estão crescendo em nossas sociedades. O risco é que a democracia seja corroída por dentro. Não basta resistir; devemos propor, liderar, devemos demonstrar que a democracia pode ser fortalecida”, enfatizou o presidente espanhol.

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