O político mantém registros públicos de proximidade com a família Bolsonaro, incluindo fotografias ao lado de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Atualmente, Victório Galli é candidato a deputado federal pelo Progressistas (PP) em Mato Grosso e apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
Embora o projeto não tenha sido de autoria de Flávio Bolsonaro, a proposta voltou a circular durante a atual campanha eleitoral dada a proximidade política do senador com setores evangélicos e de suas declarações sobre a relação entre fé cristã e Estado.
A polemica acontece num momento em que setores da Igreja Católica brasileira vdedenvolvem manifestações sobre a importância da participação política, da democracia, da pobreza e da soberania nacional.
Nos últimos dias, dioceses e bispos divulgaram orientações aos fiéissobre critérios para o voto, defendendo temas como defesa dos mais pobres, justiça social, proteção ambiental e compromisso com o bem comum.
Uma cartilha distribuída pela Diocese de São João da Boa Vista (SP) apresentou princípios cristãos para a escolha de representantes, sem citar candidatos ou partidos.
O documento gerou reação de apoiantes do campo bolsonarista, que acusam a iniciativa como uma orientação política favorável à esquerda.
Também ganhou repercussão a intervenção do arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, durante uma celebração na Basílica Nacional.
Sem declarar apoio a candidato ou partido, o religioso defendeu que os brasileiros escolham seus representantes pensando no bem comum.
Acentuou que nenhum poder estrangeiro deve interferir nos rumos do país.
A manifestação foi associada por setores ligados ao governo Lula ao discurso de soberania nacional defendido pelo presidente, especialmente diante das tensões envolvendo os Estados Unidos de Donald Trump.
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, afirmou nesta semana que a Igreja Católica não declara preferência por candidatos ou partidos e criticou a mistura entre religião e política.
A discussão sobre Nossa Senhora Aparecida integra uma disputa mais ampla sobre o papel da religião na política brasileira nas vésperas da eleição presidencial.