Foram sim instaladas tendas durante a noite ( e durante a época de pandemia da COVID-19), sem registo de incidentes ou intervenções policiais de desmobilização.
Para os dirigentes do PSD, como Luís Montenegro e Pedro Duarte, que apoiiaram a acampada da JSD sgots criticaram os protestos mais recentes com tendas em Lisboa e no Porto relacionados com a crise da habitação.
O protesto da JSD em 2020 foi denunciado agora por partidos da oposição e pelo Polígrafo para apontar paralelismos na utilização de tendas como forma de pressão política sobre a habitação e apoios sociais
E uma a da JSD nao houve carga policial quando as de 2026 têm direito a intervenção policial!
Justiça de Casta enfim no Portugal PSD/CDS/IL/Ch !
Triste sina a lusa, mas assumamo-lo sao tambem cenas da lusa Democracia - se PS no governo a autoridade é bem mais tolerante;se PSD no governo la vem o bastao !!
https://tviplayer.iol.pt/programa/poligrafo/696f6afdd34e92a34497b8b4/video/6ad26d350cf22b9f89051c8e
Em recuo evidente tal qual o pacote laboral o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz admitiu ontem terça-feira, 20.10, em Coimbra, que o PSD ja terá abertura para rever lei das rendas com o PS,
"Nós, em sede da Assembleia da República, temos encontrado consensos, ora à esquerda, ora à direita, no tema A, no tema B. E, portanto, sempre com humildade, estamos disponíveis para fazer todo o debate", disse Miguel Pinto Luz, que respondia sobre a abertura do Governo para rever a lei das rendas com o PS.
No entanto Pinto Luz refutou as declarações desta terça-feira do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que classificou a lei das rendas como "desumana e injusta" mas dizendo não querer "entrar em divergência com o secretário-geral do Partido Socialista", defendendo que o Governo terá de encontrar consensos com todos, incluindo o PS.
Enfim como a cheganice que viabilizara na votação na generalidade com a sua abstenção a lei rentista agora entrou em recuo, vá de ser democratazinho, "Eu lanço aqui um apelo a todos os partidos, a todos os partidos. Deixemos de encontrar mais divisões onde elas não existem. Deixemos de encontrar divisões estéreis. Vamos encontrar soluções. Vamos dar as mãos e encontrar soluções para o problema", disse Miguel Pinto Luz.
Esquecendo a Acsmpada jsd’ista "Quanto às autoridades, eu tenho aqui uma palavra a dizer. Tiveram um comportamento absolutamente exímio e, portanto, tiveram um comportamento que têm que ter, porque nós vivemos num Estado de Direito. Nós temos que garantir que esse Estado de Direito funciona. Temos que garantir que a ordem pública se mantém. As manifestações foram, de uma forma geral, pacíficas, mas vivemos num Estado de Direito. O espaço público, aquele espaço, pertence às cidades, pertence aos cidadãos. E as autoridades tiveram que agir", afirmou.
O PS acusou ontem terça-feira o PSD de recorrer "desculpas de mau pagador" para justificar a "sua própria inação" numa declaração no Parlamento, do vice-presidente da bancada socialista Luís Testa respondeu a declarações de hoje, que considerou um "bocadinho obtusas e excêntricas", depois de ao início da tarde o PSD ter acusado os socialistas de "falta de decoro" e de serem responsáveis pelo agravar da crise na habitação.
"Hoje em dia, procurar uma casa em Lisboa é mais caro do que procurar uma casa em Madrid ou em Barcelona. Isto tem justificação? Não tem justificação, não pode ter justificação. E, portanto, as desculpas que o PSD tem apresentado são desculpas de mau pagador e que deviam provocar vergonha a quem as profere", condenou.
Para Luís Testa, "aquilo a que se pede ao Governo e a um partido que suporta o Governo não é encontrar justificações no passado para sua própria inação", acusando o executivo de PSD/CDS-PP de "incapacidade para responder aos problemas que as pessoas vivem".
O Livre entretanto vai recorrer para plenário da decisão do presidente do Parlamento de rejeitar um debate de urgência sobre a crise na habitação e considera irónico o pedido da IL para uma reunião dedicada ao tema numa decisão anunciada pelo porta-voz do Livre Jorge Pinto, em conferência de imprensa na Assembleia da República, depois de José Pedro Aguiar-Branco ter indeferido hoje a reapreciação requerida pelo Livre para realizar hoje quarta-feira,21.10, um debate de urgência sobre habitação, alegando que se mantém a inobservância do intervalo temporal entre debates de urgência.
Além deste recurso, o partido vai insistir no tema no âmbito do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2027, com Jorge Pinto a manifestar-se solidário com as reivindicações destes manifestantes.
E nao esquecemos que os manifestantes que ontem foram detidos nos acampamentos de Lisboa são ouvidos pelas 10h00 no Tribunal de Pequena Criminalidade, na capital, depois de ontem terem sido constituídos arguidos e libertados com termo de identidade e residência.
Eles serao apoiados por uma vígila a acompanhar o momento em que forem ouvidos enquanto que em Lisboa a Acampada promete regressar esta quarta-feira, apesar do anúncio do ministro da Administração Interna sobre o fim da instalação de tendas em praças públicas já no Porto, há “folga” até sábado, enquanto várias cidades no país podem vir a receber novos protestos.
Com humor “O Movimento Pela Habitação – Acampada do Porto reserva-se ao direito de
disfrutar dos dias de folga concedidos caridosamente pela ação das forças
policiais, a começar em dia de jogo do Porto”, refere um comunicado desta terça-feira ao fim do dia.
“Isto não acabou”, diz o movimento na nota enviada. “Estamos por todos. Juntos, somos todos. Voltaremos maiores e mais fortes, e nos vemos no sábado, na Praça, para manifestação – enquanto ainda podemos”.