O banco fundado em 1970, com o nome de Banco Máxima, vivera ja varias crises e em 2018, viu o seu nome e sua gestao alterados
Fragilizado, o Master tinha somente R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação, segundo o Banco Central do Brasil.
O Diretor de Fiscalização da autoridade monetária também citou como um “problema” a situação do Will Bank parte do Master.
O diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, em depoimento sobre o caso Master à PF, na sede do STF, Supremo Tribunal Federal a 30 de dezembro de 2025 disse que o Banco Master tinha só R$ 4 milhões em caixa
antes de a autoridade monetária decretar a liquidação extrajudicial da instituição fundada por Daniel Vorcaro.
Segundo o tecnico do Banco Central , o banco tinha R$ 80 biliões em ativos e o valor disponível em caixa ficava pois aquém para uma instituição desse porte. “Para pontuar isso claramente: um banco de R$ 80 bilhões tem liquidez de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões em títulos livres. O Master, antes da liquidação, só tinha R$ 4 milhões em caixa”, afirmou.
Ele também citou como um “problema” a situação do Will Bank, banco digital ligado ao Master e que também está em liquidação extrajudicial. “Outro problema: as contas, as grades da Will, o pagamento da Will, estavam tendo muita dificuldade. O acompanhamento era por causa diante da crise de liquidez, se fechava ou não fechava o caixa”, declarou o diretor do Banco Central
Ao exigir a liquidação do Banco Master em novembro do ano passado, o Banco Central (BC) realçou que o grupo bancario detinha uma fatia pequena do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, cerca de 0,57%, do mesmo, indicando que seu impacto sistêmico seria limitado.
Mas a crise ganhou grandes proporções depois das operações da Polícia Federal (PF) levantarem a suspeita de fraude na comercialização de fundos e supervalorização de ativos.
Para além dos entraves políticos e jurídicos, o encerramento do Master expôs os desafios do sistema regulatório brasileiro de supervisionar instituições financeiras que comercializam créditos à margem do sistema bancário tradicional.
Na verdade o tamanho do Master o colocavam sob o segmento S3 da regulação prudencial, que prevê menor exigência regulatória devido ao reduzido risco que suas operações oferecem ao sistema financeiro.
O modelo tem razão de existir, já que diminui o custo regulatório para a empresa alcançar nichos ignorados pelos grandes bancos.
"Como qualquer outro sistema bancário no mundo, o sistema brasileiro enfrenta um dilema entre liberalização e regulação pois somente um sistema bancário ágil e flexível consegue oferecer crédito nas condições de que a economia precisa enfim neste capitalismo neo liberal onde a regra é a tendencia para a nao regra !