O esquema ocorre sobretudo entre as 10h e as 16h, em locais com pouca vigilância, como parques de estacionamento de grandes superfícies. O burlão aborda o condutor durante uma manobra, em regra a marcha-atrás, e acusa-o de ter causado danos noutro veículo. Simula uma chamada com uma oficina ou com um operador de comunicações, finge receber um orçamento e transmite o valor à vítima. Exige depois o pagamento na hora, em dinheiro ou através de um terminal de pagamento automático, e insiste em não acionar o seguro. Em alguns casos há mais do que um burlão, o que aumenta a pressão sobre a vítima, e há situações em que o condutor é seguido na estrada e obrigado a parar com sinais de luz ou gestos.
A PSP sublinha que o fenómeno tem ganho expressão e reforçou as ações de sensibilização, sobretudo junto de idosos. Houve já detenções: a GNR deteve três suspeitos de simularem acidentes para burlar idosos em milhares de euros.
As autoridades aconselham a não pagar valores sem a certeza de se ser responsável, a não aceitar acordos fora dos canais legais e a recusar pagamentos em TPA apresentados por desconhecidos. Quem se sentir seguido ou pressionado por outro condutor não deve parar em locais isolados. Perante a suspeita de burla, deve contactar de imediato a PSP e tentar fixar os traços físicos do suspeito e os dados do veículo, como matrícula, marca e cor. Quanto mais cedo for feita a participação, mais depressa podem ser iniciadas diligências para identificar os autores.