desfilaram apoios públicos, declarações apressadas, alinhamentos de última hora. Ideias, essas, ficaram para depois.
A democracia burguesa agradece: quanto menos debate, mais confortável fica.
E aqui chegamos ao ponto essencial: A chamada esquerda revisionista, colaboracionista, domesticada - aquela que promete mundos e fundos dentro de um sistema que nunca foi feito para o povo - tem contas a prestar. Alimentou ilusões, empurrou o país para becos sem saída e abriu espaço para o surgimento de novos Bonapartes de microfone na mão e promessas de salvação nacional.
A pergunta que o povo português deveria fazer é simples: Para onde nos levará qualquer um destes candidatos? E, mais importante ainda: por que continuamos a fingir que escolher entre dois caminhos que não nos pertencem é liberdade?
As teorias do “mal menor” são o calmante perfeito para manter tudo igual. Mas os interesses do povo trabalhador não são - nunca foram - os interesses dos capitalistas.
Por isso, sim: Não votar pode ser um acto de coragem. Coragem para não legitimar uma farsa. Coragem para não participar num ritual que já não representa o país real.
Coragem para dizer: basta. Boicote à farsa eleitoral!