Segundo as informações prestadas pelas autoridades, o embate provocou uma explosão, seguida de um incêndio que rapidamente envolveu os dois veículos. A intensidade das chamas dificultou o resgate das vítimas e agravou as consequências da colisão.
O primeiro balanço apontava para 11 mortos, mas foi posteriormente revisto para 22 vítimas mortais. O número continua a ser considerado provisório, enquanto prosseguem a identificação dos corpos e o acompanhamento clínico dos sobreviventes.
Os feridos receberam os primeiros cuidados no Hospital Geral do Sumbe e noutras unidades sanitárias da região. Quatro vítimas em estado crítico foram evacuadas para Luanda através de helicópteros da Força Aérea Nacional, com acompanhamento do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola.
Os pacientes transferidos deram entrada no Hospital Especializado em Queimados Presidente Julius Nyerere, localizado na Centralidade do Kilamba. Um deles necessitou de suporte ventilatório, enquanto os restantes apresentavam queimaduras graves, algumas de terceiro grau, segundo as informações divulgadas após a chegada a Luanda.
Outros feridos permaneceram inicialmente internados no Sumbe. Três dos seis pacientes acompanhados naquela unidade receberam alta médica, estando prevista a transferência dos restantes para o hospital especializado em Luanda. Não está, portanto, confirmado que os 12 feridos tenham sido transferidos simultaneamente para a capital.
O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional no Cuanza-Sul, Mário Lino de Sousa, afirmou que equipas da Polícia Nacional, do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros e dos serviços de saúde foram mobilizadas imediatamente após o alerta.
As operações incluíram o socorro às vítimas, o transporte dos feridos, a remoção dos veículos e a recolha de elementos destinados à investigação. As causas concretas da colisão ainda não foram determinadas, pelo que não existe, até ao momento, uma conclusão oficial sobre responsabilidades.
A identificação das vítimas mortais tornou-se particularmente difícil devido ao estado de carbonização dos corpos. O Governo Provincial do Cuanza-Sul constituiu uma comissão para acompanhar o processo, tendo os restos mortais sido encaminhados para Benguela.
No Departamento de Medicina Legal do Serviço de Investigação Criminal estão a ser recolhidas amostras de sangue e saliva de familiares. O objetivo é proceder à identificação através de exames periciais e comparação de ADN, uma vez que no autocarro viajavam pessoas provenientes de várias províncias, incluindo Cunene, Huíla, Benguela e Cuanza-Sul.
O Presidente angolano, João Lourenço, manifestou consternação perante a dimensão da tragédia e apresentou condolências às famílias das vítimas, desejando uma rápida recuperação aos feridos. O MPLA e a UNITA também emitiram mensagens de pesar, tendo o principal partido da oposição defendido uma audição parlamentar sobre a segurança rodoviária e as condições das estradas nacionais.
A tragédia ocorre num país onde a sinistralidade rodoviária continua a provocar milhares de vítimas. Num balanço divulgado pelas autoridades angolanas em abril de 2026, foram contabilizados 6.125 acidentes, 1.558 mortos e 8.086 feridos durante um período de seis meses.
As investigações ao acidente da Quibaúla continuam. Para além de determinar a dinâmica da colisão, será necessário esclarecer as condições em que o combustível era transportado na motorizada e se todas as normas de segurança rodoviária estavam a ser cumpridas.