Comecemos por dizer qur há diferenças entre o PISA do início dos anos 2000 e o ciclo atual.

Estes refletem uma grande evolução na forma de avaliar a educação global sabendo-se que o PISA opera em ciclos trienais e o relatório mais recente, publicado em setembro de 2026, corresponde ao PISA 2025

Comparando o ciclo de 2006 com o de 2025/2026, as principais mudanças dividem-se em estrutura, competências avaliadas e o próprio desempenho escolar:

1. Foco Principal e Domínios Inovadores

PISA 2006: O foco principal foi a Literacia Científica e avaliava sobretudo  os três domínios base: Ciências, Leitura e Matemática.

PISA 2025/2026: o foco principal regressou às Ciências, o teste passou a incluir tambem domínios modernos cruciais.

O grande destaque desta edição foi a introdução do domínio inovador "Aprendizagem no Mundo Digital" (além da avaliação opcional de Inglês, na qual Portugal participou).

2. Formato de Aplicação: Do Papel ao Digital

PISA 2006: Os testes eram maioritariamente aplicados em formato físico (papel), com questionários preenchidos à mão pelos estudantes.

PISA 2025/2026: A avaliação é.  totalmente computadorizada.

Os alunos realizam testes adaptativos em ambiente digital, simulando ferramentas informáticas e dinâmicas do quotidiano atual.

3. Escopo e Participação Global

PISA 2006: Contou com a participação de 57 países e economias.

PISA 2025/2026: O estudo cresceu massivamente, alcançando 91 países/economias e avaliando cerca de 760 mil estudantes de 15 anos em todo o mundo.

4. A Realidade dos Resultados (O Caso de Portugal e Brasil)

A comparação dos resultados mostra uma curva preocupante de evolução e retrocesso:

CritérioPISA 2006PISA 2025 / 2026

Contexto de Portugal Portugal encontrava-se abaixo da média da OCDE, mas a iniciar uma trajetória de subida histórica que duraria até 2015.Os resultados de 2026 revelaram um retrocesso histórico, com perdas acentuadas em leitura e matemática, fazendo o país recuar a valores próximos dos registados no início do século.Contexto do BrasilO Brasil apresentava médias muito baixas em relação à OCDE, com graves dificuldades em matemática.Embora tenha registado progressos no acesso e na evolução ao longo de duas décadas, o Brasil ainda permanece estagnado e abaixo da média global nas três áreas principais.Fenómenos de Leitura A leitura focava-se na interpretação de textos lineares e impressos.Surgiu o fenómeno dos "leitores apressados" (alunos que respondem rápido no computador sem compreender), que duplicou face a anos anteriores, a par de dificuldades graves em ler textos longos digitais.

Nao se trata de fugir ao real e este passa por,

uma elevada alteraçao na  representatividade de estudantes estrangeiros que passou de 4,4% para 15,5% do total de inscritos, registando um crescimento de 283% nas escolas públicas.

Nacionalidades: Os alunos de nacionalidade brasileira continuam a ser o grupo estrangeiro mais representado no sistema educativo nacional. Ora a Lingua Portuguesa em Portugal é bem diversa da Lingua Portuguesa no Brasil e na restante CPLP  … isto sem falar de paquistaneses, lepaneses, ucranianos onde as culturas divergem totalmente etc

Desafios apontados: Um estudo do think tank EDULOG da Fundação Belmiro de Azevedo destaca que este aumento coloca novos desafios de integração e de apoio pedagógico, notando-se taxas de sucesso escolar que exigem maior atenção por parte das escolas.

E queriam que o PISA nao refletisse tal ate no leccionar as Ciências!