E claro com a mais que muita arrogancia da hiper super potencia ( que se vê fragilizada a sul), os EUA, e os arreganhos primeiro ocidentalistas e agora “europeus” de uma UE que se governa a norte/nordeste e se necessario contra o seu sul!
So um cego nao viu a prepotencia da imposição do gas liquido e do arranque da guerra ucraniana ( esparrela em que Putin ainda pouco treinado nos negovios de hiperotencia tolamente caiu), do Biden que ia a todas até ameaçando a RPChina via Taiwan!
Havia os Acordos de Minsk e que urge uma, dez, cem e mil vezes recordar que existiu por muito que os queiram fazer desaparecer da Historia!
O Protocolo de Minsk ou Tratado de Minsk foi um acordo assinado por representantes da Ucrânia, da Rússia, da República Popular de Donetsk (DNR), e da República Popular de Lugansk (LNR) para pôr fim à guerra no leste da Ucrânia, a 5 de setembro de 2014
O acordo assinado em 5 de setembro assemelha-se em grande parte ao plano de paz de 15 pontos proposto pelo presidente ucraniano Petro Poroshenko, em 20 de junho de 2014.
E o signatarios representantes que assinaram o documento foram:
Pois é!
O texto do protocolo consiste em doze pontos:
As conversações continuaram em Minsk.
Uma adenda a este protocolo foi acordado em 19 de setembro de 2014 e o memorando clarificou a aplicação do protocolo.
Entre as medidas de pacificação acordadas, foram incluídas as seguintes:
Em 26 de setembro, os membros do Grupo de Contacto Trilateral sobre a Ucrânia reuniram-se novamente para discutir a delimitação da zona-tampão (eventualmente equivalente às amtigas "linhas verdes" existentes entre Israel e a Palestina ou no Chipre) onde o armamento pesado seria eliminado pelas partes implicadas no conflito.
A linha de demarcação entre a República Popular de Donetsk (DNR) e a Ucrânia foi acordada entre os representantes da DNR e os negociadores ucranianos, de acordo com o Vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Vitalí Yarema.
Mas a 2 de dezembro de 2014, o parlamento ucraniano modificou unilateralmente a "Lei sobre o estatuto especial" proposta no Protocolo de Minsk, ainda que o mesmo parlamento tenha aprovado certos aspetos da lei que foi acordada en Minsk, como parte do acordo de cessar-fogo.
No final de outubro o Primeiro-Ministro da República Popular de Donetsk, negociador e signatário do Protocolo de Minsk, Aleksandr Zakharchenko disse que as forças sob o seu controlo voltariam a tomar o território que haviam perdido para as forças governamentais ucranianas durante a ofensiva de julho, e que as forças da República Popular de Donetsk estariam dispostas a combater em batalhas "pesadas" para alcançar os seus objetivos.
Posteriormente, Zakharchenko disse que tinha sido mal interpretado, e que o que ele queria dizer era que essas áreas seriam recuperadas através de "meios pacíficos".
Durante a sua campanha no âmbito das eleições gerais de Donbass conduzidas pela República Popular de Donetsk e pela República Popular de Lugansk, numa alegada violação do Protocolo de Minsk, Zakharchenko disse que "Estes são tempos históricos". "Estamos a criar um novo país! É uma meta louca".
O presidente da OSCE Didier Burkhalterconfirmou que estas eleições eram "contra a letra e o espírito do Protocolo de Minsk", e disse que iriam "complicar ainda mais a sua aplicação".
Falando no dia 5 de dezembro, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov disse que as eleições gerais na República Popular de Donetsk e as eleições gerais na República Popular de Lugansk, realizadas em 2 de novembro de 2014, eram "exatamente compatíveis com as condições que se haviam negociado em Minsk" e que a Verkhovna Rada (o parlamento ucraniano) supostamente teria que aprovar um projeto de lei de amnistia relativo aos líderes da República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk após as eleições parlamentares na Ucrânia em outubro de 2014.
De acordo com Lavrov, uma vigilância mais estreita da fronteira russo-ucraniana, como especifica o Protocolo de Minsk, só poderia ter lugar após a aprovação de uma lei de amnistia desse tipo.
Ele assinalou que anteriormente tinha pensado que um decreto presidencial emitido em 16 de setembro, que supostamente proibiria a perseguição dos combatentes separatistas em Donbass, seria respeitado pelo governo ucraniano, mas disse que "um projeto de lei propondo a revogação desse decreto havia sido apresentado".
Uma fase seguinte das negociações de paz realizadas em Minsk foi suspensa em 26 de dezembro de 2014.
No entanto, ambos os lados confirmaram que após horas de negociações, concordaram em trocar prisioneiros, envolvendo, pelo menos, 375 prisioneiros de ambos os lados.
Dias após o reconhecimento da independência de duas novas novas repúblicas em Donbass (República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk), o presidente russo Vladimir Putin, que é coautor do acordo, anunciou, no dia 22 de fevereiro de 2022, que o acordo estava morto e que: "... os Acordos de Minsk foram mortos pelas autoridades da Ucrânia muito antes do reconhecimento das repúblicas RPD e RPL. [...] O reconhecimento dessas repúblicas é gerado pelo fato de que as autoridades de Kiev, já publicamente, começaram a declarar que elas não vão cumprir esses acordos [de Minsk]. [...] O que há de se esperar aqui? Esperar a continuação desse abuso contra as pessoas? Desse genocídio?".
Os motivos alegados por Putin para reconhecer as duas repúblicas foram a suposta quebra do protocolo de Minsk, como a alegação de que, na Ucrânia, há um crescimento de "clãs oligárquicos", "grupos neonazistas" e do "vírus do nacionalismo e da corrupção", o que alias se tem vindo a demonstrar como verdadeiro…
Com o fim do acordo, aconteceu o previsto - a escalada nas tensões entre os dois lados, inclusive o mundo assistindo o lado russo a prever o envio de tropas e ao fortalecimento de grupos de extrema direita neo nazis dentro da Ucrânia.
A 2022, a ex-Chanceler Angela Merkel, uma das mediadoras do acordo, assumiu que os Acordos de Minsk foram apenas "uma tentativa de dar tempo para a Ucrânia”, que foi utilizado para fortificar as Forças Armadas Ucranianas.
Após as declarações da ex-líder alemã, Vladimir Putin comentou que "o objetivo era apenas abastecer a Ucrânia com armas e prepará-la para as hostilidades", acrescentando que "Depois de uma declaração destas, coloca-se a questão de como negociar, sobre o quê, e se é possível negociar com alguém, e onde estão as garantias”.
Bem o certo é que o dito ocidente se manteve zelenskiano até hoje mas com a Europa ( UE plus RU) fora das portas do acordo ( e do negocio das terras raras…) a ter de comprar armamento ao complexo militar industrial estadunidense ( depois do gas liquido e sem terras raras ) e a aumentar as despesas com a defesa em 5% do PIB ( para as gastar nos EUA…)…
Mas o mundo nao se queda na Ucrania
Lembremos as ameaças sobre o México ( o Golfo) o Canada ( um novo Estado ) e a Gronelandia !
Face a estas farroncas ( ou nao…) a Europa ( UE Plus RU ) manteve um humilde silencio …
E depois a estupefação com empurra a Europa para fora de Gaza ( onde a sra Leyen se quedou no complexo de culpa alemao em vez de criticar a extrema direita netanyahuana e a sua politica de destruição total que se seguiu ao ato fascista do Hamas de ilegal invasao de Israel!
Tambem aqui Trump se amancebou com Netanyahu e vai impondo uma paz militar em toda a Palestina
No que concerne a Taiwan e à RPChina derrotado que foi na guerra comercial com a assinatura por Trump, na terça-feira, 4.11, de um decreto que reduz de 20% para 10% as tarifas adicionais sobre produtos chineses impostas em retaliação ao tráfico de fentanil para o país e 05.11, a RPChina anunciou que prolongará por um ano a suspensão da tarifa adicional de 24% que havia imposto sobre produtos estadunidenses, mantendo em 10% a taxa geral de importação.
Segundo o Ministério das Finanças chinês, a medida reflete “o consenso alcançado nas consultas econômicas e comerciais entre China e Estados Unidos” e também entrará em vigor em 10 de novembro — a mesma data definida por Washington para sua redução tarifária.
Nem lembramos o vergonhoso acordo que hoje se mantem EUA/UE/restante Europa ( ainda sem a Russia )
A RPChina informou ter suspendido tarifas de até 15% sobre a soja e outros produtos agrícolas norte-americanos, como gesto adicional de boa vontade no processo de distensão comercial.
Com essas decisões, os dois países estendem por um ano a trégua nas tensões que marcaram o relacionamento econômico recente.
E sempre por cima das cabeças estadunidenses e europeias estão os BRICS que Originalmente eram o Brasil, a Rússia, a Índia, a RPChina, a África do Sul ao que se juntaram em 2024/25
É pois em tensao que vive Trump neste tempo de recriação dos Nao Alinhados , ou do Sul/Sul,
e que internamente abre guerras etno-de distribuição da riqueza necessitando de todo o marketing internacional para se segurar
Assim Trump governa-se governando fora dos EUA como um insistente mediador de conflitos e disputas no mundo, enquanto que no interior levava as tropas estadunidenses para as ruas das cidades dos EUA .
Declarava ainda que os Estados Unidos, teriam posto um fim a oito conflitos no mundo em apenas nove meses de mandato.
Ora na maior parte dos conflitos citados por Trump, nos mesmos foram assinados somente acordos temporários.
Não há conclusão definitiva nem garantia de paz duradoura, como vemos na Faixa de Gaza e na fronteira da República Democrática do Congo com Ruanda.
Em outros casos, como no da disputa entre Egito e Etiópia, nem mesmo havia guerra em curso.
“Após tantos anos de guerra incessante e perigos sem fim, hoje os céus estão calmos. As armas estão silenciosas. As sirenes estão paradas. E o sol nasce em uma terra sagrada que finalmente está em paz”, disse o presidente americano. “Ontem eu contava sete[guerras terminadas], mas agora posso dizer oito”…. Mas la o golfo do Mexico, ou o Canadá, ou a Gronelandia vao aguardando!
As sete guerras que Trump considerava “encerradas”, citadas em discurso da Assembleia-Geral das Nações Unidas, são entre o Israel e o Irão, o Paquistão e a Índia, o Ruanda e a República Democrática do Congo, a Tailândia e o Camboja, a Armênia e o Azerbaijão, o Egito e a Etiópia, e a Sérvia e o Kosovo.
Especialistas consultados pelo Verifica afirmam que os Estados Unidos participaram no apaziguamento e mediação desses conflitos mas que não houve um encerramento completo em vários deles.
“Não há evidência que fins definitivos dessas guerras possam ser atribuídos de forma clara, exclusiva e incontestável ao governo Trump”, avaliou o professor Rodrigo Amaral, de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Na verdade, trata-se de uma mistura de retórica política com resultados parciais e temporários desses casos”.
O investigador Gustavo Oliveira Teles de Menezes, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), reconhece que “os EUA tiveram um variado grau de envolvimento nos casos mencionados, apesar de as declarações de Trump, de facto, frequentemente conterem uma alta dose de exagero quanto ao encerramento dos conflitos”.
“Permanecem indefinições e, a depender do caso, um risco maior ou menor de crises de segurança e novas ações bélicas”, completou.
Veja abaixo cada um dos conflitos citados por Trump:
Israel e Hamas
O acordo de cessar-fogo em Gaza baseou-se num plano de 20 pontos apresentado pelo presidente estadunidense no final de setembro e mediado por Egito, Catar e Turquia.
Um documento foi assinado entre os países, como uma garantia da interrupção do conflito entre o Hamas e Israel.
O presidente egípcio, Abdel Fatah Al-Sissi, disse que Trump era o “único” capaz de trazer paz à região havendo muitas dúvidas sobre o que acontecerá daqui para frente.
Houve sinais preocupantes depois de apenas um dia do estabelecimento do acordo. Israel atrasou a entrega de ajuda humanitária a Gaza e nem todos os corpos de reféns israelenses foram devolvidos pelo Hamas.
Como analisou o historiador estadunidense Max Boot, em artigo repercutido no Estadão, “não há nada de definitivo na paz que Gaza está desfrutando tardiamente após dois anos de combates”.
Segundo ele, embora o plano de Trump abra as possibilidades de criação de um Estado palestino, “tanto Israel quanto o Hamas parecem determinados a fechar essa porta”.
Ao Verifica, o pesquisador Oliveira concordou que não há fim definitivo.
“Observa-se que o cessar-fogo mediado é frágil, dado às ações militares registradas nos últimos dias”, apontou. “Também permanecem disputas em torno do papel político e militar do Hamas na administração dos territórios palestinos”.
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Israel e Irã
O conflito durou 12 dias, e começou depois do governo israelita ordenar um ataque surpresa, em junho, contra o programa nuclear do Irão e assassinar cientistas e generais. A justificaçao foi que o país persa desenvolvia uma bomba nuclear que poderia ameaçar Israel.
Os Estados Unidos entraram em ação e bombardearam instalações iranianas de enriquecimento de urânio de Fordo, Natanz e Isfahan.
O Irão respondeu no dia seguinte com uma retaliação, atacando a base aérea estadunidense em al-Udeid, no Catar e apenas um míssil não foi interceptado sendo que dois dias depois, o presidente estadunidense anunciou um cessar-fogo.
Egito e Etiópia
Trump citou uma disputa pela água do rio Nilo como uma das “guerras” resolvidas por ele, mas na realidade não há uma guerra em curso entre Egito e Etiópia.
A construção da Grande Represa de Renascimento Etíope, maior central hidrelétrica da África, causou divergências com o Egito e Sudão, que ficam abaixo do Nilo, por temerem que a barragem possa levar menor quantidade de água aos seus países.
Em 2019, no primeiro mandato de Trump, o Egito pediu a mediação dos Estados Unidos no caso.
Isso motivou uma reunião entre os ministros das Relações Exteriores do Egito, Sudão e Etiópia, em Washington.
As negociações terminaram sem progresso.
Um acordo foi proposto pelos EUA em 2020, que não foi aceito pela Etiópia.
Em setembro, o governo estadunidense suspendeu US$ 130 milhões em ajuda ao país africano, numa ameaça que não teve impacto nas negociações.
Media estadunidense como o Washington Post, divulgaram que o envolvimento de Trump na disputa não resolveu, so piorou a situação entre as nações.
Em junho de 2025, as Relações Exteriores do Egito disseram que o país tem “o direito de se defender” contra os potenciais efeitos da barragem.
O professor Rodrigo Amaral explica que o argumento do presidente estadunidense é de que não houve agravamento da tensão. Contudo, “não há um acordo final que encerre essa disputa”.
Segundo o especialista, “existe a possibilidade de isso ser agravado novamente e isso não tem nada a ver com uma solução americana. Pelo contrário, a coisa ainda está em aberto”.
Índia e Paquistão
As tensões entre os países aumentaram em abril deste ano, após um atentado que matou 26 turistas no lado controlado pela Índia na Caxemira.
O governo indiano acusou o Paquistão de ter um envolvimento no atentado e puniu o país, que também respondeu com medidas retaliatórias.
A disputa pela região existe desde 1947, quando a Grã-Betanha dividiu a Índia, sua antiga colônia, em dois países. Um deles era o Paquistão, com maioria muçulmana.
O outro, composto em sua maioria por hindus, manteve o nome Índia.
O destino da Caxemira, contudo, não ficou decidido.
Após ataques e contra-ataques contra instalações militares entre Índia e Paquistão, Trump anunciou que os países tinham concordado com um cessar-fogo, resultado de “após uma longa noite de negociações mediadas pelos Estados Unidos”.
O Paquistão recomendou o presidente estadunidense para o Premio Nobel da Paz devido à “intervenção diplomática decisiva” no conflito.
Já o governo indiano nega a atuação dos EUA e disse que “as negociações sobre a cessação da ação militar foram realizadas diretamente entre a Índia e o Paquistão, sob os canais existentes estabelecidos entre ambos os exércitos”, como afirmou o secretário de Relações Exteriores indiano, Vikram Misri.
Amaral explica que, no caso da Índia e Paquistão, “é totalmente impreciso dizer que é um conflito solucionado”.
Sérvia e Kosovo
O conflito entre a Sérvia e o Kosovo, nos Balcãs, região sudeste da Europa, remonta a séculos e tem raízes históricas profundas.
A tensão intensificou-se na última década, com a declaração da independência do Kosovo, de maioria albanesa, em 2008, depois de uma campanha de bombardeamento liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Mas não houve uma guerra declarada desde então.
O presidente Trump alegou ter evitado um surto de hostilidade entre os países, no dia 27 de junho:
Sérvia e Kosovo estavam à beira de um conflito. Estavam caminhando para uma grande guerra. Eu disse a eles: se vocês entrarem em guerra, não haverá mais comércio com os EUA. E eles me disseram que talvez não entrassem em guerra”.
Mas um expert Gustavo Oliveira afirma que não houve crises de segurança no Kosovo em 2025 na mesma escala das que foram observadas em 2022.
A Nato, que lidera uma força de paz na região, mobilizou tropas para monitorar a situação naquela época.
“É preciso mencionar que, neste período do segundo mandato de Trump, percebe-se a continuidade de um ambiente tenso”, disse Oliveira.
Durante o primeiro mandato na presidência, em 2020, Trump mediou um Acordo de Normalização Economica entre Sérvia e Kosovo, assinado na Casa Branca.
Armênia e Azerbaijão
Trump recebeu os líderes da Armênia e do Azerbaijão, em agosto, na Casa Branca, para a assinatura de um acordo com o objetivo de encerrar um conflito de décadas.
O texto previa a criação de um corredor de trânsito estratégico, a ser desenvolvido pelos EUA, e batizado pelo presidente americano de “Rota Trump para a Paz e Prosperidade” (Trump Route for International Peace and Prosperity, em inglês).
Na ocasião, o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, chamou o documento preliminar assinado de um “marco significativo”. O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, elogiou Trump por realizar “um milagre”. Os países enfrentam um conflito territorial desde o início da década de 1990.
Segundo o pesquisador Oliveira, o governo americano tem exercido um papel de mediação, porém “é necessário aguardar o desenrolar dos processos políticos para avaliar o impacto das ações de Trump”. Ele explica que o projeto do corredor envolve discordâncias políticas entre Armênia e Azerbaijão.
O especialista ressalta que, do ponto de vista militar, o confronto Armênia-Azerbaijão foi encerrado com a vitória do Azerbaijão contra a república separatista armênia de Nagorno-Karabakh nas ofensivas realizadas em 2020 e 2023, antes do segundo mandato de Trump.
“Desde então, diversas grandes potências, incluindo os EUA, se envolveram em negociações para a resolução do conflito, sendo que a Rússia teve um papel particularmente determinante em 2020”, disse.
Além disso, ainda existem controvérsias pós-guerra entre os países, como demarcação de fronteiras.
Ruanda e República Democrática do Congo
Em junho de 2025, os Estados Unidos mediaram um acordo de paz com os líderes de Ruanda e da República Democrática do Congopara pôr um fim a décadas de conflito.
A crise ocorre numa área que abriga grandes depósitos de minerais, também de interesse estadunidense, e envolve uma centena de grupos armados.
O maior deles é o rebelde M-23, apoiado por Ruanda.
O professor Amaral avalia que, apesar de existir um acordo assinado, nada avançou desde então.
“Esse processo não representou o fim consolidado e pacífico do conflito”, disse. “Isso significa que tem um avanço formal no âmbito institucional, mas não tem um encerramento definitivo, limpo, das hostilidades”.
A 13 de outubro, o enviado especial das Nações Unidas para a região, Huang Xia, afirmou ao Conselho de Segurança que os combates continuam.
“Embora todos esses esforços de paz africanos e internacionais sejam louváveis e promissores, eles ainda não cumpriram suas promessas, observando que o cessar-fogo acordado não foi respeitado”, diz o texto.
Camboja e Tailândia
A Tailândia e o Camboja concordaram com um cessar-fogo “imediato e incondicional” em um avanço significativo para resolver os confrontos na fronteira, no dia 28 de junho deste ano, após cinco dias de combates violentos.
Como noticiou o Estadão, ambos os lados se culparam mutuamente pelo início dos confrontos, que mataram pelo menos 35 pessoas e deslocaram mais de 260 mil pessoas de ambos os lados.
A reunião para o acordo de cessar-fogo ocorreu após pressão direta de Trump, que ameaçou não prosseguir com acordos comerciais com nenhum dos dois países se as hostilidades continuarem.
A declaração conjunta feita por Camboja e Tailândia na Malásia afirmou que os Estados Unidos eram coorganizadores das negociações, com a participação da China.
Contudo, como pontua o professor Amaral, a disputa entre os países também é histórica.
“Não há nenhuma base sólida para dizer que o conflito foi encerrado por intervenção do governo Trump”, afirmou. “Houveram acordos temporários, mas ainda existe violência e tensões que persistem”.
Enfim nao ha um mundo de Paz sequer à vista e o sr Trump nao merecia o nobel da Paz ( e muito menos uma tal Machado! ) mas o garantido é que os discursos guerreiros da burocracia da UE so mostram uma UE, uma Europa, dependente e definitivamente de rumo perdido num planeta que mudou ( e a UE e a Europa parece que ainda nao deram por nada!)
Daí uma campanha presidencial que nem aborda o mundo que nos rodeia!