Por isso a IL defendeu o adiamento do debate quinzenal para a próxima semana e não para sexta-feira, como proposto pelo presidente do parlamento, por recear que a situação em Coimbra não esteja resolvida nos próximos dias.
Já o PS pôs um dedo na ferida contestando a extemporânea demissao da ministra
"Vivemos momentos estranhos. No meio de uma situação de crise, temos a demissão de um titular do Governo, que tem a Proteção Civil", denunciou o líder da bancada socialista.
Segundo Eurico Brilhante Dias, haverá tempo para fazer a avaliação política do desempenho da ex-ministra da Administração Interna e das escolhas feitas por Luís Montenegro para essa pasta governativa.
Mas, "no meio desta grande borrasca, ou desta sucessão de tempestades", o presidente da bancada socialista classifica como incompreensível "que um membro de um órgão de soberania saia de funções quando aquilo que se pede aos membros dos órgãos de soberania e, em particular ao Governo, é que assumam as suas responsabilidades e enfrentem coletivamente este momento difícil".
Entretanto Eurico Brilhante Dias contrastou a atual situação com a forma como o segundo Governo liderado por António Costa reagiu à pandemia da covid-19 - uma conjuntura marcada por um quadro de "grande adversidade".
"Era então o momento de mostrarmos que liderávamos este país e que os portugueses podiam contar connosco. Agora, é lamentável que isto tenha acontecido no meio desta emergência", insistiu.
José Pedro Aguiar-Branco perguntou aos partidos com representação parlamentar e ao Governo que respondessem até às 12h00 de hoje, se concordavam com o reagendamento do debate quinzenal para sexta-feira.
O debate quinzenal com a presença de Luís Montenegro, que estava marcado para hoje, a partir das 15h00, realiza-se agora na sexta-feira, pelas 10h00.
Na terça-feira à noite, a questão do adiamento do debate quinzenal começou a ser ponderada por alguns líderes parlamentares, sobretudo, depois da decisão da Câmara de Coimbra tomar a medida preventiva de retirar cerca de três mil pessoas face ao risco de as margens do Mondego colapsarem.