O problema reside no somatorio de votos às direitas largamente superiores aos votos às Esquerdas incapaz que se mostrou em reconhecer os limites e em dialogar
O Estrategizando teimou por n vezes por defender um diálogo às Esquerdas sem que tivesse sido ouvido
Nao basta que Antonio José Seguro peça como o fez este domingo, o apoio de "todos os democratas" para derrotar "o extremismo" de Ventura a 8 de fevereiro.
Lembremos a titulo de exemplo os resultados eleitorais de Jorge Sampaio quando foi eleito presidente da Republica
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O chegano ja reafirmou a ideia de que irá procurar "agregar a direita" para "liderar no espaço não socialista em Portugal".
O sindicalista André Pestana afirmou hoje o "fortíssimo voto útil" à esquerda nas presidenciais e admitiu que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições.
À Lusa, André Pestana salientou que a diferença entre o resultado de António José Seguro e André Ventura "foi mais dilatada do que qualquer sondagem previa", o que evidencia ter-se registado um "fortíssimo voto útil" à esquerda.
"Um voto útil que na prática depois revela um voto inútil, porque o voto útil é votar em quem acreditamos", disse.
Quanto à segunda volta, André Pestana disse que apesar de não se rever em Seguro, ter André Ventura na Presidência da República "era o pior que podia acontecer à sociedade portuguesa".
André Pestana frisou que nunca teve "nada a ver com o Partido Socialista" mas, perante a possibilidade da eleição de André Ventura, a sua escolha estava feita.
O candidato mais votado da primeira volta das eleições presidenciais, António José Seguro, agradeceu o apoio na sala e aos eleitores por terem ido às urnas.
Já a ouvir gritos de "boa noite, Presidente", vindo da plateia, Seguro dirigiu palavras de "apreço e respeito" a todos os candidatos que não passaram à segunda volta.
"Não há derrotados, porque somos todos democratas", disse, já com uma voz rouca.
Prometendo uma campanha para a segunda volta semelhante à primeira, o candidato presidencial realçou a "natureza independente" da candidatura, garantindo que recebeu votos "de todos os quadrantes políticos".
"Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República", assegura.
E já deixa o vaticínio para a segunda volta: "Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro."
"Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós para juntos derrotarmos o extremismo e quem semeia ódio entre os portugueses", pede.
António José Seguro pede "mais ambição" para criar mais riqueza para os jovens.
"A política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada", atira.
"Se concordam comigo, se acreditam em Portugal como eu acredito, juntem-se a mim e faremos as próximas três semanas de campanha a festa da liberdade e da democracia", pede.
Relativamente à ausência de José Luís Carneiro na sede de campanhar, Seguro respondeu: "Tenho muito gosto de ter esta salar completamente cheia e há uma coisa que não perguntei a ninguém que foi que cartão partidário têm."
Questionado sobre a segunda volta frente a André Ventura, Seguro diz que "há um oceano de diferença" entre os dois candidatos.
E terminou a fazer a última pergunta: "Se eu estou com energia para três semanas? Estou com energia e que não me falte a voz. Nem que a voz me doa, estou com energia para termos uma grande vitória no dia 8 de fevereiro."