Para tal conta-se com a abertura da exposição itinerante "Culturas Vivas", promovida pelo instituto Património Cultural.

O Dia Internacional do Património Cultural Imaterial é celebrado hoje, na Casa das Artes, no Porto, contando com o  instituto Património Cultural, e a  abertura ao público da exposição itinerante "Culturas Vivas".

Neste  ano o Património Cultural, via o Instituto Público inscreveu no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) 14 novas manifestações elevando a lista para um total de 89 inscrições.

O Entrudo de Lazarim, o Combate da Coca, de Monção, o Andor da Senhora da Pena, no distrito de Vila Real, a arte dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó, na Região Centro, o Cortejo dos Trajes de Papel de São Bartolomeu, no Porto, a Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, e o Figurado de Barcelos fazem parte das novas inscrições.

A Dança da Morgadinha, de São João de Lourosa, Viseu, a Festa do Menino de Vila Chã de Braciosa, em Miranda do Douro, a Tradição das Tunas do Marão e do Alvão, a Arte de Manuseamento e Construção do Bote Baleeiro das Lajes do Pico, a Arte dos Caldeireiros de Santa Marta de Rossas, no Minho, a Arte de Construções de Pedra Seca na Serra do Caramulo e a Feira da Golegã completam a lista das entradas no INPCI, este ano, até ao mês de setembro.

A exposição "Culturas Vivas – Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial 2026", de caráter itinerante e que fica patente ao público a partir de hoje, na Casa das Artes, no Porto, reflete o inventário nacional e pretende "estimular a reflexão sobre memória coletiva, transmissão de conhecimentos e construção das identidades".

Hoje, a Casa das Artes acolherá também a ação "Património Imaterial na Hora", que se traduz em sessões de esclarecimento de técnicos do instituto Património Cultural e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, sobre procedimentos de inventariação, para "aproximar o público dos mecanismos de salvaguarda, incentivando as comunidades a identificar, documentar e valorizar as suas manifestações culturais".

A nível nacional estão também previstas cerca de meia centena de atividades que podem consultadas através do 'site' do instituto público (eventos.patrimoniocultural.gov.pt).

"Coimbra nas Rotas Culturais Europeias", "O Saber fazer - A Farinha Torrada de Sesimbra", "Os Órgãos de Tubos da Igreja dos Clérigos", 'workshops' de Bordado de Arraiolos, "A Safra do Sal", em Aveiro, "Produção de Marmelada", em Arganil, a "Exposição Etnográfica Saloia de Alvarinhos", em Sintra, "Vozes, Saberes e Práticas", do Funchal, Pauliteiros de Miranda e "Alte pela janela do tempo", em Faro, eis  algumas das iniciativas propostas, que atravessam o país, de Bragança a Faro, Portalegre ao Funchal, de Setúbal e Lisboa, a Coimbra e Porto,

A Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) foi adotada em 17 de outubro de 2003 e ratificada por Portugal em 2008 e a celebração do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial acontece desde 2024.

Atualmente, Portugal tem oito manifestações inscritas na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade: Fado, Dieta Mediterrânica, Cante Alentejano, Falcoaria, Figurado em Barro de Estremoz, Carnaval de Podence, Festas do Povo de Campo Maior e Arte Equestre.