"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber tratamento lá", escreveu Trump. "Está a caminho!!!".
Trump indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como enviado especial dos EUA para a ilha ártica.
O presidente estadunidense tem acusado os europeus de não protegerem adequadamente a Gronelândia contra as ambições russas e chinesas no Ártico.
Por isso ameaçou assumir o controlo da ilha, defendendo a necessidade de ali instalar defesas anti-míssil dos Estados Unidos.
No entanto, Duck Trump recuou nas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Psra já , a Dinamarca afirmou que a Groenlândia não precisa de uma iniciativa de saúde específica e que o acesso à saúde é universal.
“A população da Groenlândia recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe-os na Groenlândia e, se necessitar de tratamento especializado, recebe-o na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia”, disse o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, à emissora dinamarquesa DR.
Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, sem mencionar explicitamente a proposta norte-americana afirmou estar “feliz por viver num país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos”.
“Onde o seguro saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno. A abordagem é a mesma na Groenlândia”, escreveu a governante no Facebook.
Assim como na Dinamarca, o acesso à saúde é gratuito na Groenlândia, que administra o seu próprio sistema de saúde, mas depende fortemente de profissionais dinamarqueses. Existem cinco hospitais regionais na vasta ilha ártica, sendo que o de Nuuk recebe pacientes de todo o território.
O Governo da Groenlândia assinou um acordo com Copenhaga no início de fevereiro para melhorar o tratamento de pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.