"O Governo tem hoje todos os instrumentos para ter um papel determinante na estratégia da REN, seja na eletricidade, seja no gás", reforçou.
Sobre os preços da energia, Joao Galamba também antigo ministro criticou mais uma vez Montenegro. "O que os portugueses pagam - seja no gás, seja na eletricidade - é inteiramente determinado por decisões de investimento que são aprovadas pelo Estado e depois as repercussões no gás e na eletricidade são determinadas pela ERSE. Não se vislumbra em que medida é que, eventualmente até aumentar os custos da empresa regulada, acrescentando mais administradores, poderia ter qualquer impacto positivo nos preços - seja da eletricidade, seja do gás".
Para ele a intervenção de agora com esta compra surge em "contraciclo".
Galamba lembrou que, em Espanha, o que se debate já é a redefinição e o modo de organização do sistema elétrico.
Tambem o dirigente do PS Filipe Santos Costa questionou hoje o Governo PSD/CDS-PP por que via e com que meios adquiriu 13,7% da Redes Energéticas Nacionais (REN) numa altura em que se vive o "colapso" na saúde, educação e serviços sociais.
“De onde vem o montante necessário para esta operação de compra de parte da REN da Parpública? Isto, num momento em que o Governo da Aliança Democrática (AD) provoca o colapso da saúde, da educação e dos serviços sociais, degrada as contas públicas, falha no crescimento económico e agrava a carga fiscal, sobrecarregando os portugueses no IRS, no IVA e lucrando nos impostos sobre os combustíveis com as guerras do leste da Europa e do Golfo Pérsico", disse o socialista.