Sob o tema “Economia Circular: o caso ECOGRES 4.0”, o encontro propõe uma reflexão estratégica sobre a transição de modelos económicos lineares para sistemas produtivos circulares, capazes de gerar valor económico enquanto reduzem drasticamente o impacto ambiental.
A partir das 18h30, o foco estará na apresentação do ECOGRES 4.0, um caso de estudo desenvolvido pela Grestel – Produtos Cerâmicos, em parceria com a Universidade de Aveiro, e cofinanciado por fundos europeus. O projeto tem vindo a redefinir os padrões da sustentabilidade industrial ao alcançar um marco relevante: a incorporação de mais de 95% de materiais reciclados na produção de pastas cerâmicas.
Mais do que um objetivo ambiental, o ECOGRES 4.0 é apresentado como um novo referencial de excelência para a Indústria 4.0. Demonstra, de forma concreta, que a redução da pegada ecológica não é um custo adicional, mas um fator de diferenciação competitiva, com impacto direto na eficiência produtiva, na reputação internacional e na criação de valor sustentável para as empresas portuguesas.
O reconhecimento não se fez esperar. O projeto foi finalista dos Prémios REGIOSTARS 2024, uma das mais prestigiadas distinções atribuídas pela União Europeia a projetos financiados por fundos comunitários, destacando iniciativas exemplares na transição ecológica e no desenvolvimento sustentável.
O programa inclui um painel multidisciplinar de reflexão e partilha de experiências, moderado por Rui Vinhas da Silva, membro da Comissão Executiva do Iscte Executive Education. O debate contará com a participação de Alexandra Vilela, Presidente do COMPETE 2030; Carlos Pinto, Diretor Fabril do Grupo Costa Nova; João Labrincha, Professor da Universidade de Aveiro; Marisa Almeida, responsável pela Unidade de Ambiente e Sustentabilidade do CTCV; e Pedro Teixeira, CEO do Grupo Fapricela e Presidente da EUNIRPA e da ATP – Associação dos Trefiladores. O encerramento estará a cargo de José Crespo de Carvalho, Presidente do Iscte Executive Education.
Destinada a gestores, decisores públicos, empreendedores e académicos, a sessão assume-se como um espaço privilegiado para compreender os desafios e as oportunidades da economia circular num contexto de transição ecológica acelerada. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.
Num momento em que a pressão sobre os recursos naturais é cada vez mais evidente, a economia circular surge como uma resposta estrutural a um modelo esgotado de “produzir, utilizar e descartar”. Ao privilegiar a reutilização, a reparação, a renovação e a reciclagem, este paradigma mantém materiais e produtos em ciclo durante mais tempo, reduz o desperdício ao mínimo e promove modelos de negócio mais eficientes e resilientes.
Projetos como o ECOGRES 4.0 demonstram que a circularidade não é apenas uma opção ética ou ambiental, mas uma estratégia económica inteligente, capaz de posicionar Portugal na linha da frente da inovação industrial sustentável.