Estranhamos pois que o PS tenha aceite o pedido do Governo, para adiar o debate quinzenal sob a explicação segundo o líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, que o partido compreende o pedido do Executivo, mas espera que o debate seja feito na próxima semana.
"Compreendemos a circunstância. Em função do pedido formal, o Partido Socialista deu a sua anuência ao reagendamento. Aquilo que naturalmente pedimos é que o debate quinzenal seja feito o mais brevemente possível, dentro das condições que temos, sugerindo a possibilidade de que seja realizado na próxima semana, caso o Governo tenha essa disponibilidade no quadro das suas atividades", explica à TSF Eurico Brilhante Dias.
Assim o PS aceita um adiantamento sem definir o seu reagendsmento?
Fica assim no arbo debate ja marcado para o dia 25 de fevereiro, com o líder parlamentar socialista a limitar-se a esperar que não seja essa a nova data.
"Não seria a solução ótima, significaria que neste momento tão difícil, depois do furacão Kristin, da demissão de uma ministra e de todas as incidências futuras, o Parlamento não teria um momento de escrutínio, o que nos parece importante. Eu recordo que mesmo nas circunstâncias mais difíceis, foi feito um enorme esforço durante a pandemia para que o Parlamento continuasse a funcionar. O nosso trabalho é regressar ao contacto com o Governo e perguntar se está disponível para fazer esse debate", disse Eurico Brilhante Dias!.
O Governo entende ser necessario um novo agravamento substancial das condições meteorológicas extremasreferindo que na região de Coimbra há neste momento milhares de pessoas desalojadas e a autoestrada Lisboa/Porto está interrompida devido à rutura de um dique no rio Mondego.
Por outro lado, ainda no domínio dos transportes, aponta-se que está também interrompida a circulação ferroviária na Linha do Norte.
Perante este quadro, o Governo entende que não se encontram reunidas as condições para a realização do debate quinzenal no parlamento, já que o primeiro-ministro, entre outras razões, tem necessidade de estar no terreno, no acompanhamento direto da situação.
Como se vê nao há um governo mas sim um primeiro ministro mal rodeado de quem é incapaz de gerir a sua delegacao de competências!
E este é o governo de Portugal!