Esta declaração nao muito bem recebida provocou reações cautelosas de diversos países e blocos internacionais perante o pedido de Washington para ampliar a presença militar na região.
A passagem marítima localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã é considerada uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de energia
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou o apelo do governo estadunidense para que parceiros internacionais intensifiquem os seus esforços no Estreito de Ormuz.
Segundo ela, países como a China e os aliados da OTAN também se beneficiam das agressões militares realizadas pelos Estados Unidos contra o Irã e, por isso, deveriam contribuir para garantir a reabertura da rota energética.
“Acho que o presidente está absolutamente certo ao pedir que esses países façam mais para ajudar os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Ormuz, para que possamos impedir que esse regime terrorista restrinja o livre fluxo de energia”, declarou Leavitt a jornalistas.
E mais: “O facto de estarem fazendo isso apenas reforça o motivo pelo qual o presidente Trump precisava tomar essa medida em primeiro lugar”. Pr
Apesar da pressão de Washington, até o momento nenhum país anunciou o envio de navios de guerra para a região.
No âmbito da União Europeia, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que manter o Estreito de Ormuz aberto é de interesse europeu.
Ao mesmo tempo, destacou limites institucionais para uma eventual atuação da Nato. Segundo ela, “está fora da área de atuação da Nato” e também ressaltou que “não há países da Nato no Estreito de Ormuz”.
A Alemanha, tambem se afastou de uma participação da aliança militar na crise.
Um porta-voz do governo alemão afirmou que “esta guerra não tem nada a ver com a Nato. Não é a guerra da Nato”. O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, reforçou essa posição ao declarar a jornalistas que não vê papel para membros da aliança no Estreito de Ormuz.
O Reino Unido entretanto mostrou-se disposto para trabalhar em coordenação com parceiros internacionais. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o país está atuando com aliados “para reunir um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rápido possível e reduzir o impacto econômico”.
Na região da Ásia-Pacífico, a Austrália também sinalizou que não pretende se envolver diretamente na operação.
A ministra dos Transportes australiana informou que o país não enviará navios para o estreito.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês pediu contenção e diálogo entre as partes envolvidas, afirmando que “todas as partes devem cessar imediatamente as ações militares, evitar uma nova escalada de tensões e impedir que a instabilidade regional cause impactos ainda maiores no desenvolvimento econômico global”.
No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi informou ao parlamento que o país não planeia, no momento, enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz.
Enfim apesar da pressão exercida pelo governo dos Estados Unidos, aliados e parceiros internacionais ainda demonstram cautela perante a eventualidade de ampliar sua presença militar numa das rotas marítimas mais estratégicas para o abastecimento energético mundial.