A paralisação está prevista para começar à meia-noite de 3 de outubro e afetará exclusivamente essas três linhas da malha ferroviária paulista segundo a Agência Brasil.
O principal ponto de reivindicação dos trabalhadores é a revisão do processo de concessão das linhas 11, 12 e 13 à iniciativa privada pedindo o cancelamento da privatização, considerada pouco transparente e prejudicial ao interesse público.
Os ferroviários também exigem garantias formais de estabilidade e aproveitamento dos empregados da companhia após a transferência da operação para a concessionária.
O processo de privatização sofreu um revés perante um incêndio nas instalações da empresa Trívia, responsável pela concessão das linhas.
O episódio ampliou as dúvidas sobre a capacidade da futura concessionária de assumir os serviços.
Para os representantes dos trabalhadores, o incidente reforça a necessidade de reavaliar todo o processo antes da efetivação da concessão.
O governo de São Paulo do direitista Tarcisio sustenta que a concessão das linhas é fundamental para ampliar investimentos, modernizar a infraestrutura ferroviária e melhorar a qualidade do transporte público na Região Metropolitana.
Tarcísio de Freitas defendevo modelo de concessões como um dos principais instrumentos de sua política de infraestrutura e considera a parceria com a iniciativa privada essencial para acelerar obras e ampliar a capacidade do sistema ferroviário como de costume nem se preocupando com a capacidade gestionaria do concessionário
A paralisação atingirá exclusivamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM enquanto que as demais linhas metropolitanas deverão operar normalmente, segundo as informações divulgadas até o momento.
Pretende-se assim aumentar a pressão sobre o governo estadual para que reabra as negociações e reveja o processo de privatização