Tal resulta de uma declaração conjunta dos líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
"Cumpriremos os nossos compromissos com uma libertação coordenada, via AIE, de 100 milhões de barris, que começará imediatamente e se prolongará ao longo de quatro meses, incluindo uma libertação substancial de diesel nos primeiros 20 dias, por parte dos países membros e parceiros do G7", disse o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, através de comunicado dado que a França preside agora ao G7.
A decisão acontece após a forte pressão levada a cabo pela Administração do presidente estadunidense Donald Trump, aos países europeus para libertarem reservas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis.
Numa publicação na sua rede social Truth Social, Trump tinha já dado conta que os países europeus deram luz verde à possibilidade de abrirem mão de parte dos seus stocks de diesel e crude.
"A Europa acaba de concordar em libertar uma quantidade enorme das suas reservas . O processo começará imediatamente", escreveu Trump, depois dos Estados-Membros da UE terem debatido na manhã desta sexta-feira a proposta de França para que os 27 libertassem 50 milhões de barris de diesel e os membros da AIE disponibilizassem mais 50 milhões de barris de petróleo bruto, avançou a Reuters, citando fontes próximas do processo.
E assim sabemos que alguem andou a manipular-nos alimentando especulações inuteis…
No caso do gasóleo, a libertação proposta de 50 milhões de barris equivale a aproximadamente 17% do total das reservas de emergência da UE, segundo dados do Eurostat, e representa cerca de 3% do consumo anual do combustível no bloco.
Trump exigiu que grandes países europeus, incluindo França e Alemanha, libertassem 100 milhões de barris de diesel no prazo de 20 dias, e ameaçou a UE com uma possível proibição das exportações de diesel dos EUA, para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis para os cidadãos estadunidenses no contexto das eleições intercalares de 3 de novembro.
Por isso presidente francês conversou com Trump na noite de quinta-feira, acentuando a necessidade de cooperação para combater a alta dos preços dos combustíveis e garantir a disponibilidade global de produtos refinados. Espanha propõe o fim da mudança de ar
De acordo com fontes oficiais do Palácio do Eliseu, Macron presidiu a uma videoconferência com os líderes do G7 na tarde desta sexta-feira para discutir a situação energética mundial.
Há vários meses que os mercados mundiais estão a ser privados de petróleo e produtos refinados, por causa da guerra no Médio Oriente e do encerramento do estreito de Ormuz, a que se soma a proibição russa de exportar produtos petrolíferos.
Da mesma forma, também as refinarias chinesas suspenderam as exportações de combustível em outubro para reforçar os stocks internos.
Em março, os 32 membros da AIE já tinham concordado em libertar 400 milhões de barris de reservas estratégicas de petróleo — a maior de sempre — em resposta à guerra no Médio Oriente.
O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou esta semana que já foram libertados cerca de dois terços desses volumes.
O G7 é um grupo informal formado pelas sete maiores economias avançadas e industrializadas do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
A União Europeiatambém participa das reuniões como membro não enumerado.
O G7 é um Fórum político e econômico de líderes que se reúnem para debater crises globais, economia, segurança e alterações climáticas.
Foi criado em 1975, no contexto de uma crise global do petróleo, por iniciativa da França e da Alemanha.
Entre 1998 e 2014, o grupo foi chamado de G8 devido à inclusão da Rússia.
A Rússia foi suspensa em 2014 após a anexação da Crimeia, e o bloco voltou a ser o G7.