Psra este partido, a Guiné-Bissau deve evitar que a atual conjuntura política origine uma mais tragédia nacional.
O PLC rejeita ainda a interpretação da crise como um conflito étnico.
“Esta crise não deve ser transformada numa questão étnica. A Guiné-Bissau é um Estado laico e pertence a todos os seus cidadãos”, refere a carta.
O partido sublinha que a pertença étnica, religiosa ou regional não deve ser utilizada para justificar uma disputa de natureza política e institucional.
Os acontecimentos atuais são consequência de alianças políticas desfeitas, disputas pelo poder e fragilidades persistentes do sistema político e militar.
Para o PLC apresentar a crise como um confronto entre grupos étnicos é uma leitura incorreta da realidade e pode aprofundar divisões entre comunidades.
O partido não defende perseguições políticas nem justiça seletiva e eventuais acusações contra antigos dirigentes, devem ser apreciadas pelas instituições competentes, através de processos legais que garantam o direito de defesa e os conflitos políticos não devem ser resolvidos pela via militar
Defende que o país necessita de instituições fortes, uma justiça independente, eleições credíveis e Forças Armadas republicanas.
Na carta, o PLC apela a Umaro Sissoco Embaló para que coloque a sua segurança, a da sua família e a estabilidade nacional acima da participação eleitoral.
Às autoridades militares, o partido pede contenção, rejeita atos de violência e perseguição política, e defende que o futuro do país não deve ser determinado pela força das armas.